O Todo Poderoso fez em mim maravilhas!

A paz de Jesus e o amor de Maria Santíssima estejam conosco! Estamos em pleno Ano Mariano Nacional e nele somos convidados de forma ainda mais especial a imitarmos as virtudes da Mãe de Deus, virtudes essas que ficam muito claras nas pouquíssimas vezes em que ela é citada nas Sagradas Escrituras.

10984596_10208073070328504_998769040167873031_n.jpgA Virgem Maria é cheia de qualidades: serva, obediente, serena, humilde, misericordiosa, mãe atenciosa, intercessora fiel, onipotência suplicante, dentre muitas outras.

Sua vida em nós gera vida e nos faz olharmos de forma mais atenciosa e segura para o Cristo que nos ama e nos chama à missão.

No Canto do Magnificat (Cf. Lucas 1, 46ss), fica claro, por exemplo, o quanto Maria era conhecedora da Palavra de Deus. Ao engrandecer o Deus Santo que nela fez grandes coisas, Maria faz memória de algumas outras passagens do antigo testamento. Nela se cumpria naquele momento sublime o que os profetas e ela mesma esperavam há tanto tempo.

O Poderoso que fez e continua fazendo maravilhas olhou justamente para uma das mais bonitas virtudes de Sua serva: a humildade! Cheia da graça de Deus, Maria nunca se vangloriou de sua “posição”. Sendo Mãe do Senhor e tendo “o Rei na barriga”, colocou-se desde sempre à serviço para que outros tivessem vida e vida em abundância.

Que Maria nos ajude e nos eduque para a santidade!

Robson Landim
youtube.com/vlogrevolucionario

Escrito originalmente para o informativo
da Paróquia Nossa Senhora da Candelária
na cidade de São Caetano/SP

 

Maria, Senhora das Dores e da Esperança

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Olá, este mês de março é muito especial para a Igreja, pois nele celebramos com intensidade a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É uma festa totalmente cristocêntrica, teologicamente centrada em Jesus. Mas tem como deixar a Virgem Maria fora de tudo isso? Acho que não, né?

Maria é aquela que esteve presente de forma silenciosa, mas ativa, em todos os momentos da vida de Jesus e da Igreja. Quando o velho Simeão proclama que uma espada de dor transpassará a alma da Virgem Maria (cf. Lc 2, 35), ele prepara a Mãe de Jesus para tudo o que ela viria a passar durante a vida terrena de seu Santo Filho. Também assim, Maria tem seu coração unido ao coração do povo que espera a manifestação do Messias e a salvação.

Ela guardava tudo em seu Imaculado Coração (cf. Lc 2, 51), lugar seguro onde o Amor foi gerado e de onde a santidade emana para todos os que nEla confiam.

Mas voltando ao assunto do tríduo pascal: Maria quase não aparece nas Sagradas Escrituras no entorno desses acontecimentos, mas com certeza ela não estava à toa por aí. Como nos mostra o filme “A Paixão de Cristo”, ela mais do que com palavras, se fez presente com ternura, cuidado, coragem e levando esperança.

Ela acompanhou tudo de perto e em uma das estações da via-sacra, vemos o doloroso encontro de Jesus que carregava a cruz, com sua Mãe Dolorosa, Lacrimosa, mas que ao invés de lamentar e questionar deu forças para que Ele pudesse continuar, porque sabia que era preciso que Ele morresse para vencer a morte de uma vez por todas, selando assim, uma nova e eterna aliança.

Chegando ao Calvário, Maria não ficou passiva. Pôs-se a adorar Aquele que um dia ela havia gerado. Ela, Mãe do Cordeiro, via-O agora Imolado para a salvação daqueles que ela adotaria como seus filhos na ordem da graça.

Permaneceu junto a Cruz, deu forças aos apóstolos, em especial a João, aquele a quem o Senhor mais amava. Consolou as mulheres que também choravam por perderem o Mestre que as deu dignidade e as tirou da margem. Ali ainda, Maria nos foi dada como a mais importante das heranças. Foi-nos dada por Mãe por seu próprio Filho que ao olhar do alto da cruz, não nos quis deixar órfãos. Ela, no silêncio do coração, nos aceitou como seus filhos amados, como a descendência que junto a ela quer esmagar a cabeça da serpente infernal.

Mas não parou ali. Mais uma vez Maria recebeu em seu colo o Menino que ela um dia gerou, agora sem vida. Maria não perdeu a esperança. A Senhora Lacrimosa e Dolorosa é também a Senhora da Vida e da Esperança. Ela guardava também em seu coração a certeza de que Ele ressuscitaria como havia prometido. Ela não se desesperou, mas acreditou firmemente. “Feliz é aquela que acreditou”, já dizia Isabel sobre Maria.

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O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre a união de Maria a Jesus que vai além da cruz:

“A bem-aventurada Virgem avançou em sua peregrinação de fé, manteve fielmente sua união com o Filho até a cruz, onde esteve de pé não sem desígnio divino, sofreu intensamente junto com o seu unigênito. E com ânimo materno se associou a seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima por ela gerada. Finalmente, pelo próprio Jesus moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo com estas palavras: ‘Mulher, eis aí teu filho’ (Jo 19, 26-27)”. (CIC 964)

Tendo meditado sobre tudo isso, em nossas dores só nos resta dizer: Nossa Senhora das Dores e da Esperança, rogai por nós!

Salve Maria!

Robson Landim
Publicado Originalmente no informativo
da Paróquia N. Sra. da Candelária – São Caetano/SP