Dois papas, uma Porta Santa e um abraço

A grandeza histórica e espiritual de um gesto inédito

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“Hoje o papa Bento atravessou a Porta Santa. Saudemos juntos o papa”, disse Francisco após abrir a Porta Santa da Basílica de São Pedro.

O pontífice emérito foi o segundo a atravessá-la, devagar, apoiado em uma bengala e no braço do secretário, mons. Georg Gänswein. Depois, os dois papas se saudaram com afeto.

Não é apenas a primeira vez que dois papas inauguram um jubileu: é também uma demonstração histórica da continuidade do pontificado, apesar da insistência de setores da mídia laicista em afirmar que Francisco representa uma “ruptura”.

O papa Bento XVI manifesta constantemente o seu apoio e sua alegria com o pontificado do papa Francisco, que, por sua vez, também se refere com frequência ao antecessor e ao seu magistério.

Na diversidade de estilos e modos de ser, a Igreja é una, santa, católica e apostólica: e é assim, unida, que ela atravessa a Porta Santa da Misericórdia, convidando a todos a participar juntos desse percurso de humildade, conversão e fé.

Fonte: Aleteia

#Quaresma| O encontro com a Cruz #BentoXVI

Paz e Fogo juventude!
Para nos ajudar na meditação sobre a Cruz e o Crucificado, trago hoje um texto do Papa Emérito Bento XVI, proferido por ocasião da passagem da Cruz da JMJ para a juventude de Madrid/Espanha. O encontro aconteceu no dia 6 de Abril de 2009. São apenas alguns trechos do pronunciamento. A íntegra do discurso você encontra no link disponível no fim deste post. Bora meditar?

Bento XVI

O encontro com a cruz, que se toca e se leva, transforma-se num encontro interior com Aquele que na cruz morreu por nós. O encontro com a cruz suscita no mais íntimo dos jovens a recordação de Deus que quis fazer-se homem e sofrer connosco” (Aos membros da Cúria romana, 22 de Dezembro de 2008).

Animo-vos, portanto, a descobrir na Cruz a medida infinita do amor de Cristo, para assim poder decidir, como São Paulo:  “eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 20). Sim, queridos jovens, Cristo entregou-se por cada um de vós e ama-vos de modo único e pessoal. Respondei ao amor de Cristo oferecendo-lhe a vossa vida com amor. Deste modo, a preparação da Jornada Mundial da Juventude […] será recompensada com o fruto que estas Jornadas se propõem alcançar:  renovar e fortalecer a experiência do encontro com Cristo morto e ressuscitado por nós.

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Caminhai nas pegadas de Cristo, Ele é a vossa meta, o vosso caminho e também o vosso prêmio. No lema que escolhi para a Jornada de Madrid, o Apóstolo Paulo convida a caminhar, “arraigados nele… e apoiados na fé” (Cl 2, 7). A vida é um caminho, sem dúvida. Não é um caminho incerto e sem destino fixo, mas conduz a Cristo, meta da vida humana e da história. Por este caminho chegareis a encontrar-vos com Aquele que, entregando a sua vida por amor, vos abre as portas da vida eterna. Convido-vos portanto a formar-vos na fé que dá sentido à vossa vida e a fortalecer as vossas convicções, para assim poder permanecer firmes nas dificuldades de cada dia. Além disso, exorto-vos a que, no caminho para Cristo, saibais atrair a vós jovens amigos, companheiros de estudo e de trabalho, para que também eles o conheçam e o confessem como Senhor das suas vidas. Para isso, deixai que a força do Alto que está dentro de vós, o Espírito Santo, se manifeste com a sua atração imensa. Os jovens de hoje precisam de descobrir a vida nova que vem de Deus, de se saciar com a verdade que tem a sua fonte em Cristo morto e ressuscitado e que a Igreja recebeu como um tesouro para todos os homens.

Queridos jovens, este tempo de preparação para a Jornada Mundial é uma ocasião extraordinária para experimentar também a graça de pertencer à Igreja, Corpo de Cristo. As Jornadas Mundiais manifestam o dinamismo da Igreja e a sua eterna juventude. Quem ama Cristo, ama a Igreja com a mesma paixão, porque ela nos permite viver em estreita relação com o Senhor. Por isso, cultivai as iniciativas que permitam que os jovens se sintam membros da Igreja, em plena comunhão com os seus pastores e com o Sucessor de Pedro. Orai em comum, abrindo as portas das vossas paróquias, associações e movimentos para que todos possam sentir-se na Igreja como na sua própria casa, na qual são amados com o mesmo amor de Deus. Celebrai e vivei a vossa fé com imensa alegria, que é dom do Espírito. Assim, os vossos corações e os dos vossos amigos preparar-se-ão para celebrar a grande festa que é a Jornada da Juventude e todos experimentaremos uma nova epifania da juventude da Igreja.

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Saudação do Papa Emérito Bento XVI à delegação de Madrid para receber a Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude – 6 de Abril de 2009 – Clique Aqui para ler na íntegra <

Papo de Quinta| Sou católico, estou com o Papa! #EuAMOoPAPA

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Paz e fogo, juventude!

Na última semana fiz uma enquete no Facebook e alguns irmãos me ajudaram a decidir o tema para este “Papo de Quinta”. O escolhido pela maioria e também aquilo que já venho trazendo no coração há um bom tempo é: Estar sempre com o Papa ou em outras palavras: amar e obedecer o Santo Padre.

Como já disse, o “Papo de Quinta” é uma coluna onde dou a minha opinião e trago também a palavra da Igreja e dos santos sobre determinado assunto. Para falar sobre “sempre estar com o Santo Padre”, Dom Bosco, Pai e Mestre da Juventude muito nos ajudará.

Papa Francisco abraça garto

Com o Sínodo dos Bispos sobre a família, aflorou-se nas redes sociais o tema do apoio às decisões que o Papa Francisco viria a tomar. A mídia secular tem grande culpa no que diz respeito a isso, já que colocava estudos como decisões tomadas, como martelos batidos e tal.

Aí então teve início um movimento que até pedia o retorno de Bento XVI, nosso Papa Emérito. Amo Bento XVI e creio que os que pedem isso também. Mas chega a ser ridículo pedir a volta de um Papa e colocar à dúvida a eleição de um outro.

Muitos são os grupos tradicionalistas que colocam o conclave que elegeu Bergoglio para Papa como inválido. É engraçado que nas mais renomadas listas de papáveis Bergoglio não aparecia.

À priori eu recebi um forte impacto com as ações de Francisco: pedir oração, trocar de solidéu com algum fiel, não usar os paramentos que os demais usavam, falar gírias, dentre tantas outras coisas. Dom Bosco diz em suas memórias biográficas: “Onde estiver o sucessor de São Pedro, lá está a verdadeira Igreja de Jesus Cristo” (MB IV, 226). Bom, o Papa Francisco foi eleito legitimamente, sendo assim, não tinha o que temer, pois o inferno nunca prevalecerá contra a Igreja de Cristo que tem Pedro à sua frente.

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Em outro momento, São João Bosco diz: “Ninguém pode ser católico se não estiver unido ao Papa” (MB 41). Tenho medo dessa frase. Imagine só a quantidade de pessoas que não estão com Francisco, que querem o seu mal, que querem vê-lo longe da Santa Sé, do trono de Pedro…. Estar unido ao Papa é acreditar que, guiado pelo Espírito Santo, ele guiará a Barca de Cristo por águas mais profundas, como pediu o Senhor. Estar com o Papa é amá-lo independente do que dizem, é rezar por ele, por sua saúde física, espiritual, psicológica, pois muitos esquecem que, apesar do trono de Pedro e do chamado a ser o Doce Vigário de Cristo na Terra, ele é gente da gente, humano como nós.

Foi muito difícil para mim aprender a amar Bento XVI depois de um grande e significativo pontificado como o de São João Paulo II. Mas foi engraçado, pois logo quando passei a amá-lo não por seu cargo, mas por quem ele era, ele renunciou o ministério petrino.

Ele era carismático, quebrou protocolos quando esteve no Brasil, amava os pobres, ama a Igreja e por isso lutava para manter sua íntegridade e santidade… Não, não estou falando de Francisco. Estou falando de Bento XVI e… também de Francisco. Muitas pessoas só enxergam o raso da vida da Igreja, não têm coragem de saber mais, de conhecer e por isso não a amam, por isso não amam seus pastores.

Francisco é tudo isso que Bento, João Paulo II, João Paulo I e Pedro eram, mas de forma diferente. É o Papa certo pro tempo certo. Deus sabe de tudo e Ele guia a Sua Igreja conforme o Seu Coração, mesmo que a parte pecadora dela – nós – se desvie muitas vezes.

Estar com o Papa é crer que ele é dócil ao Espírito Santo e não decide nada sozinho, que ele está sempre na companhia da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem e de toda a Igreja celeste que intercede e cuida da Igreja que ainda peregrina nesta terra.

Nós não podemos obedecer apenas quando ACHAMOS que ele está certo. Devemos obedecer sempre, na esperança de que aquele que DEUS escolheu por meio dos cardeais, fará o melhor não só para a Igreja em Roma, mas para a Igreja em cada Diocese e Paróquia.

Nem tudo na Igreja depende do Santo Padre. Depende muito mais de mim e de você do que dele. Aquilo que Ele diz, como por exemplo o chamamento à Santidade feito na catequese de ontem, deve chegar a todos. Seu afeto e zelo pelos mais pobres, pelas crianças e idosos também deve ecoar em nossas paróquias e comunidade que muitas vezes despreza aqueles que já não tem muito a oferecer ou que ainda não sabem colocar-se à serviço.

O Papa Francisco pediu que os bispos e padres tivessem e conhecessem o cheiro de suas ovelhas. Antes de pedir, ele fez!

Quase desisti de ir para JMJ no Rio de Janeiro quando soube da renúncia de Bento XVI. Fui voluntário à serviço da Comunicação Oficial do evento e por isso pude ficar muito próximo ao Santo Padre. Quando o vi chegando, mal consegui tirar uma foto, pois via e contemplava nele o próprio Cristo que o escolheu como vigário, como representante. Via a luz de Jesus que resplandecia no sorriso, no aceno aos milhares de presentes, na criança beijada, no pastor que conhece suas ovelhas, que sente seu cheiro e que as ama mesmo que essas não tenham o “melhor cheiro”.

Falando em JMJ, esses dias alguém comentou aqui no Blog que era ridículo um jovem católico dizer que era um “Jovem Revolucionário”, porque determinado Papa havia condenado qualquer tipo de revolução e dito que era incompátivel ser católico e revolucionário. Mas eu não vivi e não ouvi esse Papa me dizer isso. Pelo contrário! Eu ouvi o Papa reinante – Francisco – pedindo: “Eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório”. Pronto! É a isso que obedeço!

Hoje, depois de ler muito sobre o Papa, de conhecer o seu coração pobre e mariano, posso dizer: Amo o Papa Francisco, não só pelo seu cargo, que um dia – pela morte ou possível renúncia – vai passar, mas por aquilo que ele é, assim como aconteceu com Bento XVI.

Eu o amo e obedeço porque ele foi escolhido pelo próprio Jesus e chamado a deixar o barco de Buenos Aires para assumir o barco do mundo, da Igreja Universal.

Para encerrar, partilho mais uma frase de Dom Bosco com a qual aprendi muito:

“E não griteis: ‘Viva Pio IX!’. Não bradeis: ‘Viva Leão XIII!’ mas, pelo contrário, clamai: ‘Viva o Papa!'”

Santo Fim de Semana!
Paz e Fogo!