Saia do túmulo!

A paz do Cristo Libertador, galera!

Passamos da Oitava de Páscoa e já começamos a perceber os frutos de ressurreição em nossa vida. Se isso não aconteceu ainda, há algum problema aí.

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Ressuscitar é mais do que voltar a viver! Ressuscitar também pressupõe uma vida nova, cheia de novidades, cheia de Deus e da vivência de Sua vontade. Ressuscitar é também passar a ter uma vida gloriosa, para que os outros reconheçam em nós, apesar de nossas feridas, a vida!

Cristo Ressuscitou e muita gente não acreditou firmemente. Como eu disse num outro texto aqui do blog (clica aqui pra ver esse também), Maria foi a única que acreditou 100% na promessa da promessa da ressurreição. Os outros (Pedro, João, Tomé, Madalena, Discípulos de Emaús) tiveram medo, insegura, incertezas e por isso vacilaram ao ver o túmulo vazio ou ao ouvir o anúncio da ressurreição.

Na nossa vida acontece a mesma coisa, mas de um modo ainda pior: ressuscitamos com Cristo (por força e amor dEle), mas permanecemos no sepulcro porque não temos coragem, força, disposição, esperança e muitas outras coisas para nos desfazermos dos lençois que nos amarram e da pedra que fechava o sepulcro.

Não acreditar FIRMEMENTE na ressurreição nos leva à vida velha (não só de pecado, mas de atitudes antigas), como aconteceu com Pedro e outros discípulos que foram novamente pescar (o que fizeram sem sucesso). Por isso, não crer que você foi RESSUSCITADO não te deixa avançar até a glória, mas te paralisa no sepulcro e mesmo que o Senhor lhe fale ao pé do ouvido, você não o reconhecerá e achará que Ele é o jardineiro ou algum desinformado que anda pela cidade.

Realmente muitos de nós não temos as forças necessárias para sozinhos nos desamarrarmos e nem para rolarmos a pedra que nos prende à morte (desesperança, pecado, tristeza, luto), por isso é necessário deixarmos que outros nos ajudem.

Lembra que quando Lázaro foi ressuscitado, Cristo pediu que retirassem a pedra do túmulo? Então, deixe que também seus amigos, irmãos de caminhada, superiores, te ajudem a rolar essa pedra que é tão grande. Deixe que sua comunidade (família, pastoral, amigos, comunidade religiosa) te desamarre e ajude a ver o sol novamente…

Não seja como TOMÉ! Acredite sem ver! Acredite por AMOR! Acredite porque você nunca foi enganado por esse Deus-Amor! Acredite e aí sim você tocará tantos sinais, milagres e prodígios do Senhor.

Bora ressuscitar de uma vez por todas? Bora pedir a graça de termos a “fé de Maria” para sempre crermos na ressurreição?

Que Deus nos abençoe!

E parça, precisando, estamos aqui!

Ah! Preguei sobre esse tema no Grupo de Oração Aurora da Comunidade de Aliança Cristo Libertador. E lá preguei sobre esse tema e também testemunhei como fui ‘ressuscitado’. Quer assistir? É só clicar aí: http://bit.ly/PregacaoRessurreicao

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Palavra da Semana| É hora de transformar o coração em estrebaria para acolher Jesus!

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Salve Salve Juventude! Paz e Fogo!

Nesta #PalavraDaSemana quero conversar contigo sobre estar preparado para a vinda de Jesus, para o seu nascimento glorioso.

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Claro, sabemos que o menino Deus nasceu numa pobre e simples manjedoura, rodeado de animais e com o carinho e amor de seus pais, que fizeram de tudo para que Ele nascesse num lugar melhor.

Jesus, como Deus e Rei, poderia ter nascido num palácio ou nem ter passado por todo esse processo humano de gestação. Mas Deus quis que Seu Filho fosse humano como nós, não compactuando apenas do pecado.

Apesar de simples, Jesus foi acolhido na manjedoura com amor e carinho, o que exemplifica como deve ser a vida de um cristão: Simples (apesar das riquezas), Amorosa, Carinhosa e com Esperança no Deus que tudo pode.

Jesus não quer nascer em nossos corações apenas no Natal, mas em cada eucaristia celebrada, em cada celebração da Palavra onde O recebemos no Santíssimo Sacramento. Se José e Maria procuraram o melhor lugar para que Jesus nascesse com dignidade, é nosso dever deixar nosso coração pronto para que Jesus também nasça, com amor e carinho.

Apesar da grande procura por pensões, hotéis e casas de família, José e Maria encontraram apenas uma estrebaria, lugar mais do que simples, onde apenas os animais habitavam.

A humildade daquele lugar fez com que a única luz que brilhasse fosse a de Jesus, o Deus que nasce pobre, mas que é Rei, Senhor e Salvador. Em meio as trevas do nosso mundo, Jesus quer nascer e brilhar, para que Sua luz disperse tudo o que há de ruim.

Também nós devemos procurar o melhor lugar para que Jesus faça morada, para que Ele nasça e ali permaneça em paz. Jesus quer nascer em nossos corações, mesmo que estejam feridos, machucados e até mesmo com alguma escuridão.

GEDSC DIGITAL CAMERAPara que Jesus aí encontre humildade e simplicidade, precisamos preparar este lugar, fazer uma boa limpeza, para que a cada eucaristia, Ele encontre em nós a simplicidade daquela estrebaria, onde pode nascer, descansar e estar com seus pais e visitantes (pastores, reis magos, crianças, animaizinhos).

A confissão é o mais perfeito instrumento de limpeza de corações que existe. Se nos arrependemos profundamente de nossos pecados, ao nos confessarmos ficamos limpos e prontos para receber o Deus menino que quer nascer.

“O momento após a absolvição é como um banho após o treino desportivo, como o ar fresco após uma tempestade de verão, como o despertar numa brilhante manhã de verão, como a leveza do mergulhador… Está tudo dito na palavra RECONCILIAÇÃO (re=novamente; concilium = concílio, união): a nossa relação com Deus fica novamente limpa” [Youcat 239]

Iae, bora preparar a estrebaria do nosso coração para a chegada de Jesus? Paz e Fogo! #TamuJuntu

Papo de Quinta| Vamos tirar os projetos do papel?

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Você provavelmente, no início de cada ano, deve fazer dezenas de projetos. Desde os mais simples, como acordar mais cedo, até os mais mirabolantes como viajar de mochileiro pelo mundo sem gastar muito dinheiro. Quantos projetos você fez? Quantos deles você começou a tirar do papel? Quantos se realizaram? Aqui não estamos falando de sonhos, mas de coisas concretas que eu e você podemos realizar, conforme nosso esforço e também, em especial, conforme os nossos “pés no chão”.

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Deixando de lado as coisas materiais, os nossos projetos que talvez não sejam mais possíveis de realizar esse ano. Pensemos no espiritual. O que ainda dá tempo de mudar? O que ainda dá tempo de fazer?

Já que estamos em plena abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, vejamos as obras de misericórdia. Como já vimos esse ano aqui em nossa revista, as obras de misericórdia são dividas em espirituais e corporais. Ambas nos aproximam de Deus e do próximo, tornando-nos assim, pessoas melhores. Ao menos o projeto de “ser mais de Deus” podemos ainda neste ano tirar do papel. Vamos tentar?

Obras corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede; vestir os nus; dar pousada aos peregrinos; assistir aos enfermos; visitar os presos e enterrar os mortos.

Responda-me com sinceridade: é difícil praticar as obras acima citadas? Você provavelmente já as realizou em algum momento de sua vida. Mas o que te fez endurecer o coração e esquecer-se de fazer gestos tão simples, mas que podem mudar histórias?

Obras espirituais: dar bom conselho; ensinar os ignorantes; corrigir os que erram; consolar os aflitos; perdoar as injúrias; suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo e rogar a Deus por vivos e defuntos.

Você provavelmente também já realizou, ao menos uma vez, cada uma das obras espirituais. Mas elas devem, se assim podemos dizer, virar rotina, mas uma rotina de amor e doação despretensiosa. Assim, com certeza, seremos agentes de misericórdia na vida do nosso próximo e experimentaremos também em nós, a misericórdia de Deus.

Sonhemos com Deus, assim, não há como nossos projetos não darem certo.

Santo 2016!
Robson Landim

Texto escrito por mim e publicado originalmente na Revista Aliança de Misericórdia do Mês de Dezembro