Ela é a Imaculada Conceição!

Chegamos ao fim de mais um ano. Dezembro é um mês especial para a Igreja Católica e para toda a humanidade, já que o Natal de Jesus fez com que nascesse um novo tempo, um novo calendário. Agora tudo é depois de Cristo (DC). Maria entra nessa história como Mãe, mas também como filha obediente do Pai do Céu que a preparou desde sempre para ser “Theotókos”, do grego “Mãe de Deus”, mas que lhe deu a liberdade de dizer SIM e assim ser cooperadora na redenção humana.

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Além de celebrarmos o Nascimento de Jesus, lembramos com carinho no dia 8 de dezembro, da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Mas o que isso quer dizer? Deus preparou para o Seu Filho Mãe que fosse digna dEle.

O Dogma da Imaculada Conceição de Maria diz respeito à preservação de Maria em relação a macula do pecado originale foi proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX. O Youcat – Catecismo Jovem da Igreja Católica – nos diz o seguinte:

“A Igreja acredita ‘que a Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da SUA concepção, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original'”. (Cf. CIC 487-492, 508)

A própria Virgem Maria aparecendo em 1858 em Lourdes, na França, para Santa Bernadete Soubirous revelou sua “verdadeira identidade”, dizendo à menina: “Eu sou a Imaculada Conceição!”.

Mesmo antes da proclamação do Dogma em 1854 e da aparição de Nossa Senhora 4 anos depois, muitos santos já acreditavam na Conceição Imaculada de Maria. Santo Afonso Maria de Ligório foi um desses. Em sua obra “Glórias de Maria” de 1750 já dizia: “(…) Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como sua amiga toda Imaculada. Mais um motivo reclamou que Deus preservasse Maria da culpa original”.

Num outro parágrafo o santo continua: “Ora, Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer. Não convinha certamente, então, que a princípio houvesse sido subjugada e escravizada por ele. Era, pelo contrário, mais razoável que permanecesse livre sempre de toda mácula e de toda sujeição ao inimigo. Esse espírito mau buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo gênero humano. Mas, louvado seja Deus!, o Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado”.

Até mesmo Martin Lutero, pai do protestantismo falou sobre Maria como aquela que é imune da mancha do pecado: “É cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Para que fosse cheia pela graça de Deus com tudo de bom e para fazê-la vitoriosa sobre o diabo”. Bom, acho que com tantas e boas explicações podemos chegar a uma conclusão: Maria é toda santa, toda pura e toda IMACULADA!

Você provavelmente já deve ter ouvido ou visto no facebook a seguinte frase: “Se a terra onde Jesus andou é santa, imagina então o ventre que o gerou!”. É a mais pura verdade. Deus Pai em sua infinita misericórdia escolheu Maria desde sempre. Lá em Isaias já vemos a profecia: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14).

Que a Mãe de Deus, a Imaculada Conceição nos ajude a viver este natal com o coração preparado para ser manjedoura viva para Jesus nascer.

Feliz e Santo Natal na presença da Sagrada Família de Nazaré!

Jesus, Maria e José, a minha família vossa é!

Robson Landim

Texto publicado originalmente no informativo da Paróquia Nossa Senhora da Candelária (São Caetano)

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Advento| Vigiai!

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Vigiai” é a ordem para essa primeira semana do tempo do advento. Vigilância é algo mais do que necessário para aqueles que amam e servem ao Senhor.

Vigilância no agir, no falar, no pensar e até mesmo no omitir. A vigilância deve fazer parte do dia-a-dia dos que esperam ansiosamente a vinda do Senhor e do Reino que há de vir!

Vigiemos, pois não sabemos o DIA e nem a HORA em que o Senhor virá. Sejamos SANTOS!

#AdventusDomini

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Maria, Senhora das Dores e da Esperança

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Olá, este mês de março é muito especial para a Igreja, pois nele celebramos com intensidade a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É uma festa totalmente cristocêntrica, teologicamente centrada em Jesus. Mas tem como deixar a Virgem Maria fora de tudo isso? Acho que não, né?

Maria é aquela que esteve presente de forma silenciosa, mas ativa, em todos os momentos da vida de Jesus e da Igreja. Quando o velho Simeão proclama que uma espada de dor transpassará a alma da Virgem Maria (cf. Lc 2, 35), ele prepara a Mãe de Jesus para tudo o que ela viria a passar durante a vida terrena de seu Santo Filho. Também assim, Maria tem seu coração unido ao coração do povo que espera a manifestação do Messias e a salvação.

Ela guardava tudo em seu Imaculado Coração (cf. Lc 2, 51), lugar seguro onde o Amor foi gerado e de onde a santidade emana para todos os que nEla confiam.

Mas voltando ao assunto do tríduo pascal: Maria quase não aparece nas Sagradas Escrituras no entorno desses acontecimentos, mas com certeza ela não estava à toa por aí. Como nos mostra o filme “A Paixão de Cristo”, ela mais do que com palavras, se fez presente com ternura, cuidado, coragem e levando esperança.

Ela acompanhou tudo de perto e em uma das estações da via-sacra, vemos o doloroso encontro de Jesus que carregava a cruz, com sua Mãe Dolorosa, Lacrimosa, mas que ao invés de lamentar e questionar deu forças para que Ele pudesse continuar, porque sabia que era preciso que Ele morresse para vencer a morte de uma vez por todas, selando assim, uma nova e eterna aliança.

Chegando ao Calvário, Maria não ficou passiva. Pôs-se a adorar Aquele que um dia ela havia gerado. Ela, Mãe do Cordeiro, via-O agora Imolado para a salvação daqueles que ela adotaria como seus filhos na ordem da graça.

Permaneceu junto a Cruz, deu forças aos apóstolos, em especial a João, aquele a quem o Senhor mais amava. Consolou as mulheres que também choravam por perderem o Mestre que as deu dignidade e as tirou da margem. Ali ainda, Maria nos foi dada como a mais importante das heranças. Foi-nos dada por Mãe por seu próprio Filho que ao olhar do alto da cruz, não nos quis deixar órfãos. Ela, no silêncio do coração, nos aceitou como seus filhos amados, como a descendência que junto a ela quer esmagar a cabeça da serpente infernal.

Mas não parou ali. Mais uma vez Maria recebeu em seu colo o Menino que ela um dia gerou, agora sem vida. Maria não perdeu a esperança. A Senhora Lacrimosa e Dolorosa é também a Senhora da Vida e da Esperança. Ela guardava também em seu coração a certeza de que Ele ressuscitaria como havia prometido. Ela não se desesperou, mas acreditou firmemente. “Feliz é aquela que acreditou”, já dizia Isabel sobre Maria.

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O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre a união de Maria a Jesus que vai além da cruz:

“A bem-aventurada Virgem avançou em sua peregrinação de fé, manteve fielmente sua união com o Filho até a cruz, onde esteve de pé não sem desígnio divino, sofreu intensamente junto com o seu unigênito. E com ânimo materno se associou a seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima por ela gerada. Finalmente, pelo próprio Jesus moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo com estas palavras: ‘Mulher, eis aí teu filho’ (Jo 19, 26-27)”. (CIC 964)

Tendo meditado sobre tudo isso, em nossas dores só nos resta dizer: Nossa Senhora das Dores e da Esperança, rogai por nós!

Salve Maria!

Robson Landim
Publicado Originalmente no informativo
da Paróquia N. Sra. da Candelária – São Caetano/SP