Do quê tenho sido sinal?

Sinal.jpg

Paz e Fogo, galera!

Ultimamente tenho escrito muito aqui sobre aquilo que tenho vivido como discípulo da Comunidade Cristo Libertador. Isso acontece porque, estando imerso no carisma, todo e qualquer tema acaba sendo permeado por ele que é muuuuuito maior do que aquilo que penso, acho…

Falando nisso, algo que tem me incomodado bastante é a questão de SER SINAL. Todos somos sinais de algo, não tem como escapar.

Como uma placa de “sinalização”, o que eu tenho apontado? O que a minha vida tem comunicado?

Sabe aquela padaria que tem uma placa escrito “pão quentinho a toda hora” e sempre que você chega não encontra o que ali está descrito? Então. Pode ser que nossas vidas também estejam assim: comunicando o que não há, o que não existe ou que eu ainda não tenho!

A frase do carisma da minha comunidade me pede pra “SER SINAL DA VERDADE E DA LIBERDADE DO CRISTO, EM TODAS AS REALIDADES DE ESCRAVIDÃO HUMANA!”.

Fora disso que o carisma me pede, serei qualquer coisa, menos sinal do que preciso realmente ser.

É engraçado como mesmo sem querer nos tornamos referência de algo ou alguém, não é? Por exemplo: você é catequista, automaticamente será exemplo/referência para seus catequisandos. Você é formador, automaticamente será “espelho” para seus formandos e assim vai.

Aí vem alguns passos:

Sou sinal pelo que sei ou pelo que sou? Corremos o risco de nos transformarmos em personagens que sabem apenas coisas decoradas. A sua fala comunica Cristo, mas e sua vida? Digo isso porque muitas vezes já aconteceu comigo de ter que comunicar algo que não estava vivendo, mas que o fiz porque sabia o que falar. É tenso? É! Mas acontece. O problema é quando por conta daquilo que você disse, você se torna referência… Como vai fazer com tua farsa?

Sou sinal que aponta ou que paralisa? Corremos também o risco de nos transformarmos em espelhos que refletem nossa própria imagem e não vidros que deixam que os outros vejam além. Precisamos ser espelhos limpíssimos para que vejam o Senhor através de nós e não para que parem em nós e nos idolatrem porque pregamos, cantamos, rezamos ou orientamos. Não somos fins. Somos NO MÁXIMO, meios.

Sou sinal de qual verdade? De qual liberdade? Do Cristo, ora! A minha verdade aqui não importa, a não ser que essa seja permeada pela verdade do Cristo. A não ser que a minha verdade já testemunhe com intrepidez e de forma fidedigna a verdade do Cristo. E a liberdade? Essa só pode ser a conquistada na e pela Cruz. Fora disso é libertinagem, sacanagem, burrice! E não vale a pena!

As pessoas esperam MUITO de nós! A criação geme como que em dores de parto pela manifestação dos filhos de Deus. O que fazemos? Apontamos o Cristo, esperança que não decepciona. Apontamos o céu, meta possível se for vivida na verdade pregada no púlpito da cruz.

E aí. Do que você tem sido sinal?

Deus te abençoe!

Robson Landim
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador

Anúncios

Como Maria, sensível a Deus a Deus e aos irmãos!

comoMariaserSensível

*O texto a seguir na verdade é o roteiro de uma pregação que fiz para os membros do 2º elo da Comunidade Aliança de Misericórdia!

Maria, perfeita seguidora de Cristo e mais perfeita discípula, é o mais perfeito exemplo de sensibilidade à vontade de Deus e também à dor e necessidade dos irmãos. Cito abaixo algumas vezes em que Maria foi sensível ao Senhor que tudo lhe deu e também sensível aos irmãos a quem tudo ela devia fazer, doando-se por amor.

No Botuquara, casa mãe da Comunidade Aliança de Misericórdia existe uma rocha onde foi esculpida uma imagem da Virgem Maria. Um artista italiano de forma voluntária fez esse bonito trabalho. Ao vê-lo retocando a imagem, pude rezar e ali pedir ao Senhor: dá-me a graça de ter esculpidas em minha almas as virtudes da Virgem Maria, para que como ela, eu possa ser mais Teu, Senhor.

Ao pedir isso, o Senhor me trazia ao coração: deixa eu escupir em ti a sensibilidade de minha Mãe! Sendo assim, prossigamos:

18558864_10213162271275347_4752123384577000566_o.jpg

Imagem sendo esculpida numa das rochas do Botuquara

Sensível a Deus, Maria diz SIM, diz FIAT à missão que Deus lhe confia. A Palavra de Deus diz que Maria se perturbou/assustou com tamanha graça. Mas ela foi fiel e como filha obediente disse SIM, FIAT.

Sensível a Deus, Maria confiou na providência de Deus! Ela também esperava o Messias e agora, literalmente, tinha o “Rei na barriga”.

Sensível aos irmãos, Maria despojou-se também de sua condição de Mãe de Deus e foi até Ain Karin para estar e ajudar sua prima Isabel que também estava grávida. Isabel já idosa, como nos relata o Evangelho de São Lucas, ficou grávida de João Batista. E Maria foi lá não só para contar a “sua novidade”, mas para colocar-se à serviço, para trabalhar, ralar… e não foi fácil! Era na região montanhosa e Maria também estava grávida!

Sensível a Deus, Maria ensinou seu Filho, transmitiu-lhe o amor pela Palavra, pela Vida, pelo Outro. “Jesus lhes era submisso…”, nos lembra o episódio da perda e encontro no Templo.

Sensível aos irmãos, Maria não silenciou com a possível dor e vergonha dos noivos das Bodas de Caná. Maria comoveu-se diantea situação e recorreu Àquele que podia mudar todas as coisas.

Sensível aos irmãos, Maria ensinou como “arrancar” de Deus uma graça: fazei TUDO o que Ele vos disser!

Sensível a Deus, Maria segui seu Filho até o fim, indo aos pés da Cruz para recebe-Lo em seus braços como recebeu no dia do Seu nascimento.

Sensível aos irmãos, Maria aceitou receber cada um como filho, como presente, como promessa.

Sensível a Deus, Maria não foi ao túmulo porque desde sempre acreditou sem precisar ver e porque tinha a certeza da grandeza, verdade e santidade que existia em seu filho.

Sensível a nós, seus filhos, Maria hoje intercede, cuida, ama, forma, educa.. e é para nós, Porta que para o Céu está sempre aberta!

Que a Virgem Maria nos inspire a sermos mais de Deus!

Esculpe em nós, Espírito Santo, as virtudes de Tua Doce Esposa! Amém!

Robson Landim
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador

Aprendendo com as amizades do mundo

aprendendo

Santa Catarina de Sena já dizia: “A AMIZADE cuja fonte é Deus nunca se esgota”. E isso é muito real. 

As Sagradas Escrituras, no Eclesiástico 6, 14 também diz: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro”. E está corretíssimo. Quem sou eu para contestar a Palavra de Deus, não é?

Mas na Igreja temos caído no erro de termos amizades nada fecundas, nada seguras e nada profundas. 

É tão ruim viver no raso, não é? 

Uma irmã de comunidade inventou um bordão que fala muito ao meu coração e é relacionado aos irmãos/amigos da comunidade: “Como é bom olhar para o lado e ver vocês!”.

Isso vale muito porque ao olharmos pro lado não vemos apenas pessoas que estão no mesmo caminho que a gente, mas porque encontramos sustento, amor, paciência, cuidado, confiança…

Mas nem sempre é assim!

Vamos “aprender” um pouco com as amizades do mundo secular, do mundão, das amizades “não cristãs” ou “desigrejadas” (sic), se assim posso dizer…

Os caras fora da Igreja não têm vergonha de se abrir com quem considera amigo: falam dos problemas, das vitórias, das lutas, das guerras que têm travado… e até de forma escancarada.

Divide-se tudo (até o pecado, infelizmente), mas há CUMPLICIDADE: vai-se até o fim por aquele que se ama, por aquele que você tem como parça, como companheiro, como brother…

Não existe hora ruim… até mesmo BRIGAS eles encaram por aqueles com quem dividem, talvez da maneira errada, a verdade da sua vida. Na escola isso é muito nítido… Vai mexer com quem tem um GRUPO, uma TRIBO, com quem tem AMIZADES reais! Você vai apanhar e feio!

Ninguém fica de fora dos rolês porque está sem grana: ou se dá um jeito pra galera toda ir ou ninguém vai e fica em casa nem que seja dividindo uma pizza de supermercado… As amizades “mundanas” são muito parceiras: se um tem o outro também tem! 

Bom, acho que já deu pra aprender um pouco!

Imagina agora tudo isso potencializado com a GRAÇA DE DEUS! Imaginou? Vai ser a amizade que NÃO SE ESGOTA e também a PODEROSA PROTEÇÃO que tanto necessitamos.

Blza? Tamu Junto!
Deus nos abençoe!

ROBSON LANDIM
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador