Maria e a Comunhão com Deus

“Nela não tem alguma oposição entre Deus e o seu ser: tem plena comunhão, plena concordância. Tem um “sim” recíproco, entre Deus e ela e ela e Deus. Maria é livre do pecado porque é toda de Deus, totalmente esvaziada por Ele. É cheia de sua Graça, do seu Amor” (Papa Emérito Bento XVI – 08/12/12)

Paz e Fogo!

Estamos no mês de abril, onde celebramos logo em seu primeiro dia, a festa mais importante de nossa Igreja: a Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Diferente do que o dia sugere (dia da “mentira), verdadeiramente Cristo ressuscitou e disso vemos frutos até hoje e veremos pelos séculos dos séculos sem fim. Amém! Aleluia! Shandaray!

Mas o que Maria tem a ver com isso? Tudo!

O parágrafo que abre esse texto é tirado do Angelus do Papa Emérito Bento XVI por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição. Nele claramente vemos a figura de Maria como aquela que, espelhando-se em seu Filho, também abriu mão de si mesma e de seus planos, para viver configurada aos planos de Deus.

Vemos no mistério da cruz, a plena comunhão que há entre a Santíssima Trindade: o Espírito leva Jesus ao deserto, Jesus vence o deserto e morre na Cruz por nossos pecado e o Pai ressuscita o Cristo, exaltando-O sobre tudo e todos.

E Maria?

Olha ela ali do meu lado!

Maria também tem e está em plena comunhão com a Santíssima Trindade. Cheia de Deus, Maria deixou-se guiar também pelo deserto, onde precisou com José proteger o Menino que corria risco de vida; Maria caminhou piedosamente o caminho do Calvário seguindo Jesus, consolando-O e consolando os seus agora ‘filhos’ na fé; Maria esperançosa não vai ao túmulo, mas acredita piamente na vitória de Jesus sobre à morte; por fim, Maria participa da expansão da Igreja ao ser tomada pelo Espírito que nela já habitava, mas agora junto aos discípulos no Cenáculo.

Que Maria nos ajude e nos ensine a sermos UM com o Deus que nos ama, chama e envia!

Deus te abençoe! Salve Maria!

Ah! Vale a pena assistir:

Robson Landim
Comunidade de Aliança Cristo Libertador

#Quaresma| O encontro com a Cruz #BentoXVI

Paz e Fogo juventude!
Para nos ajudar na meditação sobre a Cruz e o Crucificado, trago hoje um texto do Papa Emérito Bento XVI, proferido por ocasião da passagem da Cruz da JMJ para a juventude de Madrid/Espanha. O encontro aconteceu no dia 6 de Abril de 2009. São apenas alguns trechos do pronunciamento. A íntegra do discurso você encontra no link disponível no fim deste post. Bora meditar?

Bento XVI

O encontro com a cruz, que se toca e se leva, transforma-se num encontro interior com Aquele que na cruz morreu por nós. O encontro com a cruz suscita no mais íntimo dos jovens a recordação de Deus que quis fazer-se homem e sofrer connosco” (Aos membros da Cúria romana, 22 de Dezembro de 2008).

Animo-vos, portanto, a descobrir na Cruz a medida infinita do amor de Cristo, para assim poder decidir, como São Paulo:  “eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 20). Sim, queridos jovens, Cristo entregou-se por cada um de vós e ama-vos de modo único e pessoal. Respondei ao amor de Cristo oferecendo-lhe a vossa vida com amor. Deste modo, a preparação da Jornada Mundial da Juventude […] será recompensada com o fruto que estas Jornadas se propõem alcançar:  renovar e fortalecer a experiência do encontro com Cristo morto e ressuscitado por nós.

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Caminhai nas pegadas de Cristo, Ele é a vossa meta, o vosso caminho e também o vosso prêmio. No lema que escolhi para a Jornada de Madrid, o Apóstolo Paulo convida a caminhar, “arraigados nele… e apoiados na fé” (Cl 2, 7). A vida é um caminho, sem dúvida. Não é um caminho incerto e sem destino fixo, mas conduz a Cristo, meta da vida humana e da história. Por este caminho chegareis a encontrar-vos com Aquele que, entregando a sua vida por amor, vos abre as portas da vida eterna. Convido-vos portanto a formar-vos na fé que dá sentido à vossa vida e a fortalecer as vossas convicções, para assim poder permanecer firmes nas dificuldades de cada dia. Além disso, exorto-vos a que, no caminho para Cristo, saibais atrair a vós jovens amigos, companheiros de estudo e de trabalho, para que também eles o conheçam e o confessem como Senhor das suas vidas. Para isso, deixai que a força do Alto que está dentro de vós, o Espírito Santo, se manifeste com a sua atração imensa. Os jovens de hoje precisam de descobrir a vida nova que vem de Deus, de se saciar com a verdade que tem a sua fonte em Cristo morto e ressuscitado e que a Igreja recebeu como um tesouro para todos os homens.

Queridos jovens, este tempo de preparação para a Jornada Mundial é uma ocasião extraordinária para experimentar também a graça de pertencer à Igreja, Corpo de Cristo. As Jornadas Mundiais manifestam o dinamismo da Igreja e a sua eterna juventude. Quem ama Cristo, ama a Igreja com a mesma paixão, porque ela nos permite viver em estreita relação com o Senhor. Por isso, cultivai as iniciativas que permitam que os jovens se sintam membros da Igreja, em plena comunhão com os seus pastores e com o Sucessor de Pedro. Orai em comum, abrindo as portas das vossas paróquias, associações e movimentos para que todos possam sentir-se na Igreja como na sua própria casa, na qual são amados com o mesmo amor de Deus. Celebrai e vivei a vossa fé com imensa alegria, que é dom do Espírito. Assim, os vossos corações e os dos vossos amigos preparar-se-ão para celebrar a grande festa que é a Jornada da Juventude e todos experimentaremos uma nova epifania da juventude da Igreja.

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Saudação do Papa Emérito Bento XVI à delegação de Madrid para receber a Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude – 6 de Abril de 2009 – Clique Aqui para ler na íntegra <

Formação| O #Futebol explicado pelo Papa Emérito Bento XVI

Taça do mundo

Antes da Copa do Mundo de 1986, foi publicado um texto do então cardeal Joseph Ratzinger, com o título: “Busquem as coisas do alto”. O texto foi escrito em resposta à seguinte pergunta: “Por que este esporte movimenta tanta gente assim?”. O jornal italiano tempo.it publicou a resposta de Bento XVI.

A cada quatro anos a Copa do Mundo se transforma num evento que fascina milhões de pessoas. Nenhum acontecimento na Terra pode ter um efeito vasto assim, o que demostra que esta manifestação esportiva toca qualquer elemento primordial da humanidade.

jogo vai além da vida do dia a dia. Mas, sobretudo nas crianças, tem a característica de exercício para a vida. Simboliza a própria vida e a antecipa a experiência, por assim dizer, de uma maneira de viver livremente estruturada.

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Força o homem a se impor uma disciplina de modo a obter com treinamento o domínio de si. Com o domínio, a superioridade; e com a superioridade, a liberdade. Ensina sobretudo uma disciplinada harmônica: como jogo de equipe obriga à inclusão do indivíduo na equipe. Unir os jogadores com um objetivo comum; o sucesso e o insucesso de cada um está no sucesso e no insucesso de tudo.

Ensina também uma leal rivalidade, onde a regra comum permanece no elemento que liga e une na oposição. Enfim, a liberdade do jogo, se este se executa corretamente, anula a seriedade da rivalidade. Assistindo, os homens se identificam com o jogo e com os jogadores, e participam assim, pessoalmente da união e rivalidade, da serenidade e liberdade: os jogadores se tornam um símbolo da própria vida; o que repercute a sua volta sobre eles: esses sabem que os homens representam neles, eles mesmos, e se sentem confirmados. Naturalmente tudo pode ser inclinado a um espírito empresarial, sujeitando tudo à seriedade sombria do dinheiro, transformando o jogo em indústria, e criando um mundo fictício de dimensão assustadora. 

Mas nem mesmo este mundo fictício poderia existir sem o aspecto positivo que está na base do jogo: o exercício à vida e a superação da vida em direção ao Paraíso perdido. Em ambos os casos se trata porém de buscar uma disciplina de liberdade; para exercer com harmonia a rivalidade e o acordo em obediência à regra.

Talvez, refletindo sobre estas coisas, podemos novamente aprender dojogo a viver, porque em si mesmo é evidente uma coisa fundamental: o homem não vive somente de pão, o mundo do pão é somente o prelúdio da verdadeira humanidade, do mundo da liberdade. A liberdade se nutre porém da regra, da disciplina, que ensina a harmonia e a rivalidade leal, a independência do sucesso exterior e do arbítrio, e torna-se precisamente assim verdadeiramente livre. O jogo, uma vida. Se vamos mais fundo, o fenômeno de modo apaixonado pelo futebol pode nos dar mais do que um pouco de diversão. 

Fonte: Aleteia