Celibato, uma vocação pelo Reino!

 

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MISSA DE VÍNCULOS NA COMUNIDADE CRISTO LIBERTADOR

Bom, como já falei uma vez aqui no blog, entendi o Celibato pelo Reino dos Céus como a vocação específica para a qual Deus me chama. Ser celibatário é ser TODO de Deus, com um coração indiviso, mas ao mesmo tempo, é ser TODO dos irmãos.

Todo mundo SÓ PENSA NA RENÚNCIA DA VIDA SEXUAL. Mas, mais do que RENÚNCIA é ESCOLHA de SER INTEIRAMENTE e SOMENTE DE DEUS.

Na real, não é renúncia! É mudar a rota, o objetivo! No celibato canalizamos tudo para o TODO e para os irmãos!

Pelo Reino de Deus, o Celibatário se coloca como ponte entre IRMÃOS e CURA. Como assim? Justamente por ser TODO de DEUS e dos IRMÃOS, o Celibatário que como que um remédio para os demais irmãos. É aquele que, mesmo sofrendo, guarda sua dor no bolso e vai consolar, amar e até tratar a dor daqueles que o Senhor lhe confia.

O Celibatário se torna PASSAGEM onde a PERMANÊNCIA é apenas a de Deus, já que os outros passam por nós, são curados, são amados, são levados a Deus, e depois partem para suas missões, para suas realidades. Sendo de TODOS, o Celibatário não pertence a uma pessoa e nem tem uma pessoa que “lhe pertença”. Sendo de TODOS, Ele é estrada de passagem que deve levar sempre ao Divino Esposo que o conquista a cada dia. É meio e não fim.

A Vocação do Celibatário é permeada pela SOLIDÃO, mas também pelas muitas amizades e pelo “10 vezes mais família, irmãos, pais, mães, amigos”. Solidão porque “não tem ninguém por si” e por que o SENHOR LHE BASTA! A solidão para o celibatário é o LOCAL de encontro perfeito com o Divino Esposo, consigo mesmo e com a centralidade da vontade de Deus.

Ao Celibatário assim como o PADRE, Deus dá a graça da PATERNIDADE ESPIRITUAL. E como isso é fantástico! Neste domingo, dia dos pais, estive na Fundação Casa em missão com minha comunidade, e uma das meninas disse: “senhor, você é tipo um pai pra gente né? Feliz dia dos Pais! O senhor quer me adotar e rezar sempre por mim?”. Veja só se essa não é uma grande graça? (eu já tinha explicado pra ela que eu faço caminho do celibato e o que significava).

Quantas vezes já pude experimentar essa alegria da paternidade espiritual que me preenche completamente? É fantástico o modo como Deus age aí e nos motiva a amar cada um que passa por nossa história e a ser mesmo: PAI, IRMÃO, AMIGO… CURA, CUIDADO, AMPARO, REFÚGIO…

Louvo a Deus pela vida de cada celibatário chamado a ser extensão da paternidade de Deus aqui na terra!

Vale lembrar algo muito bacana: o celibato é a antecipação daquilo que todos seremos no céu! O Celibato É A VOCAÇÃO DO CÉU! Claro, sem desmerecer qualquer outra vocação, muito menos o matrimônio… até porque, como eu teria nascido, por exemplo, sem meus pais terem se unido? rs

Não sei quando rolará a minha “efetivação” como celibatário diante da Igreja de forma oficial. Mas caminho com essa certeza no coração e te convido, jovem, a também pensar nessa possibilidade. Quem sabe o Senhor não está te chamando a ser também um celibatário, uma celibatária pelo Reino dos Céus?

Deus te abençoe!

Robson Landim
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador

O discípulo ama até o fim!

Hoje, num papo bem curto, quero meditar com vocês sobre o amor do discípulo.

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Estamos no mês vocacional, mês mais do que propício para nos lançarmos no discipulado e na missão. Como disse num dos papos anteriores, discípulo é aquele que é amigo do Mestre, que O ama e que sabe o que Ele faz e onde Ele está.

Hoje venho dizer que a coisa complica um pouco mais!

Independente de nosso chamado individual e de nossa missão, temos que honrar o nosso SIM até o fim, isso implica em seguirmos o Mestre onde quer que Ele vá.

Quando Jesus chamou os seus discípulos, todos disseram sim, largaram os pais, famílias, amigos, empregos, comunidade, ideias… tudo….

Assim acontece com muitos que dizem sim e assumem sua vocação, seja ela o celibato, a consagração, o sacerdócio, o laicato ou o matrimônio.

Nosso amor pelo Mestre deve nos levar até a Cruz, lugar onde vemos o Mestre apanhar, ser humilhado, xingado, desprezado e onde podemos compartilhar de Sua dor, mesmo sem podermos fazer nada.

São João, o apóstolo mais jovem e um dos melhores amigos de Jesus, foi o único discípulo que permaneceu até a Cruz, sem exitar. Um dos suportes do jovem apóstolo foi a presença maternal de Maria, que nos foi dada como Mãe pelo próprio Jesus crucificado, que como discípula, também foi até o “fim”.

Quem vai até o “fim” da Cruz, descobre que ali não se finda essa grande história de amor, pois o amor de Deus é tão grande, que Ele ressuscita, nos deseja a paz, sopra sobre nós o Espírito Santo e nos deixa um legado.

Quem não ama até o fim, não consegue chegar ao ápice de sua vocação. Quem não ama até o fim, não desempenha sua missionariedade a ponto de dar frutos. Quem não ama o seu Mestre até o fim, se frustra e deixa de fazer com amor e por amor aquilo que assumiu como missão.

Iae, bora amar até o fim?

“Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem” (Papa Bento XVI – Carta Encíclica “Caritas in veritate”)

Paz e Fogo!

Robson Landim
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador

Aprendendo com as amizades do mundo

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Santa Catarina de Sena já dizia: “A AMIZADE cuja fonte é Deus nunca se esgota”. E isso é muito real. 

As Sagradas Escrituras, no Eclesiástico 6, 14 também diz: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro”. E está corretíssimo. Quem sou eu para contestar a Palavra de Deus, não é?

Mas na Igreja temos caído no erro de termos amizades nada fecundas, nada seguras e nada profundas. 

É tão ruim viver no raso, não é? 

Uma irmã de comunidade inventou um bordão que fala muito ao meu coração e é relacionado aos irmãos/amigos da comunidade: “Como é bom olhar para o lado e ver vocês!”.

Isso vale muito porque ao olharmos pro lado não vemos apenas pessoas que estão no mesmo caminho que a gente, mas porque encontramos sustento, amor, paciência, cuidado, confiança…

Mas nem sempre é assim!

Vamos “aprender” um pouco com as amizades do mundo secular, do mundão, das amizades “não cristãs” ou “desigrejadas” (sic), se assim posso dizer…

Os caras fora da Igreja não têm vergonha de se abrir com quem considera amigo: falam dos problemas, das vitórias, das lutas, das guerras que têm travado… e até de forma escancarada.

Divide-se tudo (até o pecado, infelizmente), mas há CUMPLICIDADE: vai-se até o fim por aquele que se ama, por aquele que você tem como parça, como companheiro, como brother…

Não existe hora ruim… até mesmo BRIGAS eles encaram por aqueles com quem dividem, talvez da maneira errada, a verdade da sua vida. Na escola isso é muito nítido… Vai mexer com quem tem um GRUPO, uma TRIBO, com quem tem AMIZADES reais! Você vai apanhar e feio!

Ninguém fica de fora dos rolês porque está sem grana: ou se dá um jeito pra galera toda ir ou ninguém vai e fica em casa nem que seja dividindo uma pizza de supermercado… As amizades “mundanas” são muito parceiras: se um tem o outro também tem! 

Bom, acho que já deu pra aprender um pouco!

Imagina agora tudo isso potencializado com a GRAÇA DE DEUS! Imaginou? Vai ser a amizade que NÃO SE ESGOTA e também a PODEROSA PROTEÇÃO que tanto necessitamos.

Blza? Tamu Junto!
Deus nos abençoe!

ROBSON LANDIM
Discípulo da Comunidade Cristo Libertador