Uma lista de AMIGOS!

Paz e fogo, galera! Bora falar de amizade? Sei que esse é um tema recorrente, mas ele tem mexido comigo nos últimos tempos. Quer dizer, nos últimos dias mesmo.

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Tive que fazer uma atividade da formação vocacional da Comunidade da qual eu participo. Nessa atividade, uma das questões me pedia para listar meus amigos de dentro e de fora da Comunidade. Logo pensei: vai ser fácil. Fácil mesmo.

Ps: sempre vai parecer fácil listar os amigos que temos. Mas aí é necessário olhar através de outros óculos. No meu caso, através dos óculos do carisma da CACL, carisma esse que me exige VERDADE.

Voltando: Comecei a listar e vi que podia contar nos dedos das mãos e de um pé os amigos que tenho. E olhe lá! Mas esses que listei, estão na lista por ótimos motivos, dentre eles, a VERDADE. Percebi que amigos mesmo são aqueles que não se escandalizam com a VERDADE da minha vida e que não têm medo de me deixar tocar em suas VERDADES que nem sempre são tão bonitas, cheirosas, brilhantes… assim como as minhas também na maioria das vezes não são.

Ps 2: muita gente lê a passagem do Eclesiástico 6, 14-17 que diz que “quem achou um amigo, encontrou um tesouro”, imaginando que nas amizades encontrarão apenas pérolas, ouro, prata… mas se esquecem que o maior tesouro que há no outro é a sua VERDADE e disposição de amar.

Voltando: Escrevi, então, o nome de pouquíssimas pessoas: meus irmãos de ministério de música (dentre eles, dois irmãos de sangue: o Dede e a Nana, e minha cunhada Cíntia), dois amigos do serviço (Plus e Calango) e alguns amigos da Comunidade. Dentre esses, alguns que não tiveram medo de chegar, confiar a mim suas dores mais profundas e até seus pecados, acreditando que eu poderia ajudá-los de alguma forma, nem se fosse só ouvindo. E assim aconteceu! Aconteceu também comigo: pude e posso partilhar com eles as minhas dores, angústias, alegrias, tristezas, esperanças, sonhos… sei que estarão comigo independente da distância ou do tempo que passamos juntos.

Ps 3: Encontrei tesouros! Alguns malacabados, mas preciosíssimos, cheios de vida, cheios de verdade, cheios de coragem.

Encerrando: com alegria hoje olho pra essa lista e com certeza posso dizer: não errei em nenhum nome que ali coloquei! Foram e são presentes de Deus. Outros virão? Claro! Depende muito mais de mim do que deles. Depende da minha abertura, da minha humildade, da minha postura…

Pronto! Escrevi tudo isso pra te dizer: Não tenha medo de SER e TER amigos! Olhe pra Jesus: Ele tinha poucos amigos, mas foi por um deles que Ele chorou, se compadeceu, se entristeceu pela morte…

Deus abençoe!
Paz e Misericórdia!

Amizade, dom de Deus!

“Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo” (Eclo 16, 6)

A amizade é um dom que nos aproxima de Deus! Vale a pena investir em amizades e deixar-se amar. Santa Catarina de Sena já dizia: “A amizade cuja fonte é Deus nunca se esgota”.

A correspondência secreta entre São João Paulo II e uma mulher casada: escândalo para um mundo doente

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Nossa sociedade tem dificuldades graves para construir e nutrir amizades sólidas. Amizades profundas são uma raridade. Entre homem e mulher, então, quase uma aberração.

Fez alarde na mídia, entre ontem e hoje, a notícia de que São João Paulo II manteve uma “relação de grande proximidade“, ao longo de mais de 30 anos, com a filósofa polonesa naturalizada norte-americana Anna-Teresa Tymieniecka.

A correspondência intercambiada entre o papa e a filósofa, segundo a mídia, teria sido “mantida em segredo” pela Biblioteca Nacional da Polônia durante anos.

A história

Eles se conheceram em 1973. Karol Wojtyla era arcebispo de Cracóvia. Anna-Teresa viajou dos Estados Unidos até a Polônia para conversar com o então cardeal sobre um livro de filosofia que ele tinha escrito.

Pouco tempo depois, começou a correspondência entre o cardeal e a filósofa, que decidiram trabalhar em uma versão ampliada do livro. Os dois se encontraram a partir de então muitas vezes e intensificaram a correspondência, que, naturalmente, com o tempo, se tornava menos formal.

Em 1976, o cardeal Wojtyla participou de um encontro católico nos EUA e foi convidado por Anna-Teresa para ficar na casa de campo da família, em Vermont. Grande apaixonado pela natureza, Wojtyla aparece em fotos daquele verão bastante alegre e descontraído junto à família de Anna-Teresa.

Em setembro do mesmo ano, ele escreve para ela:

“Minha querida Teresa, recebi as três cartas. Você escreve que está arrasada, mas não consegui encontrar resposta para essas palavras (…) No ano passado, já estava buscando uma resposta para essas palavras: ‘Eu pertenço a você’. E, finalmente, antes de partir da Polônia, encontrei uma forma: um escapulário. A dimensão na qual aceito e sinto você em todo lugar em todos os tipos de situações, quando você está perto e quando está distante”.

O teor dessas cartas pode dar a entender que Anna-Teresa tinha se apaixonado pelo cardeal. Esta é a opinião, por exemplo, de Marsha Malinowski, a comerciante de manuscritos que negociou a venda das cartas para a Biblioteca Nacional da Polônia. “Acho que isto se reflete completamente na correspondência”, conclui ela, em entrevista à rede BBC.

Anna-Teresa não foi a única mulher com quem o futuro papa João Paulo II manteve correspondência e amizade. Desde a juventude, Karol Wojtyla cultivou uma saudável relação de proximidade com várias amigas, entre elas Wanda Poltawska, psiquiatra com quem trocou cartas ao longo de décadas.

O que causou barulho na mídia no caso de Anna-Teresa foi a “intensidade pessoal” das cartas e o fato de que a filósofa era casada. De fato, após o horror nazista e a Segunda Guerra Mundial, ela tinha se mudado para estudar nos Estados Unidos, onde se casou e teve três filhos.

Uma amizade intensa e familiar

O marido de Anna-Teresa, Hendrik Houthakker, também era amigo de João Paulo II. Hendrik era um renomado economista de Harvard e, após a queda do comunismo, aconselhou o papa sobre a economia dos países do Leste Europeu. O papa o homenageou pelos serviços prestados.

Quando João Paulo II foi diagnosticado com o mal de Parkinson, Anna-Teresa passou a visitá-lo com frequência, além de lhe mandar flores e fotos da casa de campo de Vermont, que tanto encantara o cardeal Wojtyla no verão de 1976.

Depois da última visita do papa à Polônia, ele escreveu para Anna-Teresa sobre sua pátria: “Nosso lar comum; tantos lugares onde nos encontramos, onde tivemos conversas tão importantes para nós, onde vivenciamos a beleza da presença de Deus“.

A mídia, os internautas e suas previsíveis interpretações

Uma amizade cultivada tanto em família quanto em particular, na qual se vivencia e destaca “a beleza da presença de Deus”… Hmmm, não parece uma realidade palpável para boa parte da imprensa laica e dos seus leitores.

O barulho da mídia (e dos internautas que distribuem suas doses de infantilidade em forma de comentários) foi impulsionado, para variar, pelos “furores venéreos” típicos da nossa “cultura” sexualmente frustrada e doente: o que pipocou em torno à revelação da correspondência entre São João Paulo II e Anna-Teresa Tymieniecka não foi a beleza da amizade, a vivência pessoal e intensa da espiritualidade, um diálogo aberto sobre sentimentos e sua sublimação, a transparência afetiva, os conteúdos filosóficos debatidos, a natureza, a família, a pátria, Deus. Não, nada disso. O que pipocou, previsível e mediocremente, foram as pobres e vulgares insinuações de algum possível escândalo sexual.

É verdade que boa parte dos artigos fez a ressalva de que “não há sugestão alguma de quebra do celibato por parte do papa“, mas também há insinuantes martelamentos em aspectos como “a mulher era casada“. E se fosse solteira? Não haveria, será, o mesmíssimo insinuante martelamento no fato de que “a mulher era solteira“? E se fosse viúva? Zzzzz.

Nossa sociedade tem dificuldades graves para construir e nutrir amizades sólidas. Amizades profundas são uma raridade. Entre homem e mulher, então, quase uma aberração. Entre homem e mulher e sem sexo? Hahaha. Amizades capazes de transparência afetiva e abertura filosófica e espiritual soam quase tão alienígenas quanto a beleza da castidade e do celibato por parte de um homem forte, jovem e saudável. E amizades em que há intercâmbio de correspondência, para pessoas que mal sabem produzir uma linha sem erros de ortografia, parecem ser, irremediavelmente, incompreensíveis.

Pobre mundo. Ora pro nobis, São João Paulo II.

Fonte: Aleteia