Formação| Protestos Virtuais

Você provavelmente já teve a timeline (linha do tempo) do seu Facebook invadida por campanhas e mais campanhas contra ou a favor do governo. Também a sua caixa de email e demais redes sociais devem ter ficado entupidas de protestos e mais protestos.

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São protestos contra o governo, a favor do governo, por aumento de salário, por reajuste na aposentadoria, para que diminuam os preços das passagens dos transportes públicos dentre tantos outros que não são ilegítimos e nem sem fundamento. Mas será que têm realmente algum valor diante da sociedade?

Por mais legítima que seja a liberdade de expressão, muitas vezes nossas manifestações não passam de falatório, pois quando passamos para o “mundo real” nos esquecemos daquilo pelo qual lutamos no “ciberespaço”.

No contexto de Igreja, hoje muito se fala sobre a Ciberteologia, que é pensar o Cristianismo nos tempos de rede. Dentro dessa “teologia” lembramos que não existe uma vida online (conectada) e outra vida offline (desconectada), mas que ambas se complementam na vivência do dia-a-dia. Também recordamos que a internet e as redes sociais não são instrumentos de evangelização ou até mesmo instrumento de protesto, mas sim um espaço propício pra que isso aconteça de forma eficaz.

Assim como aquelas gifs – imagens animadas – enchem a paciência quando poluem a visão das nossas mídias sociais, também o “falar por falar” enche a paciência e tira o foco daquilo que a manifestação realmente quer conquistar.

Voltando a falar sobre os protestos virtuais, podemos nos lembrar das diversas manifestações que aconteceram no Brasil pedindo o fim da corrupção e a mudança do governo. Como disse anteriormente, a legitimidade das manifestações não estão em cheque aqui, mas sim o quanto essas manifestações realmente produzem efeito.

Por exemplo: no Facebook e nas demais redes sociais, 10 milhões de pessoas chegam a confirmar participação nesses eventos e protestos que acontecem em grandes centros como a Avenida Paulista, em São Paulo, capital. Quando chega o dia do protesto, menos da metade daquele número se fez presente. O que aconteceu com o restante? Esqueceram da data? Ou só têm forças para protestar virtualmente?

O que fazemos na web deve sempre ser reflexo daquilo que vivemos no dia-a-dia, porque senão caímos no risco de termos um personagem que nas redes sociais é um super patriota, mas nos momentos de intensa luta se torna um passivo diante da sociedade.

Na Igreja, é missão do leigo estar engajado na política e protestar por seus direitos. Reitero aqui: todas as manifestações são legítimas quando não afetam o outro! Todas as manifestações são legais quando se tem um foco e quando se vê atitude não só no virtual. No caso da política, por exemplo, a manifestação é legal quando as urnas confirmam aquilo que se clamava na web, nas ruas e em cada lar.

Escrito por mim e publicado originalmente
na Revista Aliança de Misericórdia de Junho/2016

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