Papo de Quinta| Quaresma, tempo de reconhecer-se miserável! #Quaresma

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Paz e Misericórdia, galera!

Nesta quaresma me comprometo a escrever o Papo de Quinta todas as semanas para juntos meditarmos sobre alguns pontos deste tempo tão especial para a Igreja e para nós, Seus membros.

A quaresma que teve início ontem, na quarta-feira de cinzas, é um grande momento propício para reconhecer-se miserável e assim também, necessitado da misericórdia de Deus.

Durante muito tempo fiz parte do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC). Meu então coordenação regional, Felipe Dias, sempre em suas pregações nos chamava de miseráveis. Na época, eu ficava muito bravo e depois isso até virou motivo de chacota. Hoje, reconheço: Sou Miserável, apesar de não gostar de ouvir essa verdade.

Reconhecer-se como miserável, é fazer o que a primeira leitura de ontem nos dizia (cf. Jl 2,12-18): rasgar o coração! Deixar que Deus conheça, veja e mude tudo o que há dentro de nós. Tudo o que há de bom e de ruim também, como fez o Filho Pródigo da parábola contada por Jesus, quando vai pelo caminho pensando e depois repete ao pai a confissão de culpa, a necessidade de amor e lugar que agora ele merecia (Cf. Lc 15, 11-32).

Você deve conhecer a canção “Abraço de Pai” famosa na voz do Walmir Alencar e da Adriana Arydes que relata este encontro entre o filho e o Pai das Misericórdias. Em certo ponto da música, escutamos:

“Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E Te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou
E por mais que me falem, não vou desistir
Eu sei que nada sou, por isso estou aqui…”

É bem isso que devemos fazer! Rasgar o coração com a certeza de que não somos nada, mas somos filhos dAquele que é Tudo, mesmo quando o mundo, a mídia secular e até mesmo algumas pessoas da Igreja, dizem que você não presta ou até mesmo que não há mal algum em realizar algumas atitudes pecaminosas.

MosaicoA primeira leitura de ontem (Jl 2,12-18) ainda nos anima e tira todo medo, ao dizer que Deus é bom e sempre está pronto para nos perdoar: “rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”.

Deus é cheio de Misericórdia e esta é justamente para aqueles que se reconhecem necessitados. Reconhecer que precisamos de ajuda não é motivo de vergonha. Um dos grandes pecados deste nosso tempo é justamente a auto-suficiência, quando se acha que a sua força basta para enfrentar tudo e todos.

Engano de quem pensa assim! Só Deus basta! Você pode ter tudo, pode ser rico, mega inteligente, sarado, o centro das atenções… mas se você não tem o Senhor, você não tem absolutamente nada. O triste é saber que muita gente não tem o Senhor por opção própria.

Estes, resolveram ser como o filho pródigo: pegar o que Deus deu, gastar tudo, embriagar-se do mundo, mendigar amor… Mas estes (que muitas vezes somos nós) temos sempre a possibilidade do retorno, da conversão.

Ele(Deus), assim como o pai da parábola, está sempre pronto pra nos acolher, amar, cuidar, sarar as feridas causadas pelas misérias, limpar, tirar o cheiro de lavagem, colocar a aliança mais bonita em nosso dedo, a túnica mais formosa… Mas isso sim, depende muito mais de nós. O filho pródigo viu que estava fedido, mendigando, renegado, sendo que na casa de seu pai os empregados tinham mais dignidade. Por isso caiu em si, caiu do cavalo da auto-suficiência e não quis mais voltar para ele e sim para o Pai. Reconheceu-se necessitado e não quis ser tratado como filho, pois tinha vergonha.

O pai o abraçou, beijou, amou com o Amor Maior e assim o deu vida novamente.

Faça essa experiência! Procure um padre, reconheça seus erros, não esconda nada, mesmo que isso te envergonhe. Não deixe que a lama e a lavagem calem sua boca e fechem seus olhos. Se for necessário, chore diante do padre que está in persona Christi (na pessoa de Cristo). Com certeza, ao fim deste encontro, você se sentirá abraçado pela misericórdia de Deus através do perdão dado, através do recolhimento de suas misérias e da graça da conversão.

Meu irmão, minha irmã: Tamu Juntu nessa caminhada! Vamos voltar! Vamos nos reconhecer necessitados da misericórdia infinita do Senhor que nos ama com amor incondicional.

Pra encerrar, fica uma mensagem do Papa Francisco:

papa

Paz e Misericórdia pra você e sua família!

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