Jovem Litúrgico| 9º Domingo do Tempo Comum

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“A quem devemos agradar?”

pantocratorHoje estamos começando o tempo comum, em que a Igreja se veste de verde. Tempo este de amadurecimento para nós. Assim como os panos que revestem os espaços de celebração, também nós estamos verdes. Você já comeu banana verde? É horrível! Como qualquer outra fruta. Também não é legal comer fruta podre. Na boa, cá entre nós, é muito difícil acha uma fruta que esteja ‘no ponto’. Quase impossível, sempre falta algo.

Veja, então pra fruta ficar saborosa deve haver o equilíbrio. Se observássemos a natureza, certamente seríamos muito mais sábios, não é verdade?

A liturgia de hoje apresenta um centurião romano que se achou indigno de receber Jesus. Ora, a nossa sociedade de hoje está criando um deus elitizado e todo roteirizado. Um Deus previsível que tem um castigo pronto pra cada passo nosso. E parece que esse problema perdura por quase 2000 anos! Tantas porcarias são colocadas na nossa cabeça, que algumas pessoas pegam medo de Deus.

Se fossemos fazer um retrato de Deus, baseado com o que está na Bíblia; Ele estaria rindo!

Sabe quando uma criança lambuza a cara de chocolate e o pai só dá uma olhada naquela arte? Com Deus é assim, um Pai e com P maiúsculo. E por mais que o Pai nos ame, podemos um dia cair e se esborrachar no chão. Foi culpa do Pai? Não. Mas mesmo assim Ele vem pra nos levantar, junto com a nossa Mãe que sai correndo na frente de tudo e de todos. Podemos cair 1000 vezes, 1000 vezes o Pai virá nos levantar.

De fato, não somos dignos de receber todo esse carinho de Deus. Mas Deus não tá nem aí com nossos pré conceitos! A quem queremos agradar? Se essa pergunta nos é feita, é porque não dá pra agradar a todos. Ser cristão é viver num mar de rosas… Mas não se esqueça dos espinhos! Aliás tem um hino muito bonito de Santa Rita de Cássia que diz isso: “Ah não há rosas sem espinhos, não no canteiro de Jesus; lá quem quiser ganhar a vida, tem que levar a sua cruz!”.

Que a graça de Deus, apesar daquilo que somos, realize em nós prodígios e bênçãos. Você não é um coitado, você é filho do homem mais poderoso desse mundo e de qualquer outro: o Homem de Nazaré. A dignidade do Mestre nos dignifica. Siga seus passos. Tome posse disso.

Uma ótima semana!

Paz e Bênçãos,
Janaína Naspar.

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