Jovem Litúrgico| 28º Domingo do Tempo Comum, por Janaina Nascimento

“Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

Vamos prosear um pouquinho? Percebemos no Evangelho que quem está falando é um homem rico que pensa ser diferente por sua condição. Resolve então impressionar Jesus: Bom mestre! Nesse ato de “puxa-saquismo”, ele é repreendido pelo Mestre que diz que o que importa não são suas palavras bem selecionadas; mas suas ações realizadas. 

Queremos seguir Jesus até onde não atrapalhe a nossa comodidade. Não estamos dispostos a sair da nossa zona de conforto. É por isso que quando o Nazareno fala em largar tudo, a primeira expressão é de tristeza. Porém, prefere-se ficar com os bens e deixar o Bem pra lá.

Contentamos-nos com pouco! E o encardido nos faz ver o pouco com lente de aumento, portanto, enxergamos as futilidades da vida como algo esplendoroso e o essencial como futilidade. Sem Jesus, qualquer rico; torna-se um miserável.

Um pai, muito rico, resolveu dar uma lição a seu filho ensinando o que é ser pobre. Deixou-o hospedado por alguns dias na casa de uma família de camponeses.

No carro, voltando para a cidade, o pai lhe perguntou: “Eaí… O que você aprendeu?”.

“Que nós temos um cachorro e eles têm quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas. Que importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim, enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte. Vivemos conectados ao celular, ao computador, sempre plugados, neuroticamente atualizados. Eles estão “conectados” à vida, ao céu, ao sol, à água, ao campo, animais, às suas sombras, à sua família.”.

O pai ficou impressionado, e então o filho terminou: “Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres!”.

Nós temos olhos para enxergar, ouvidos para escutar, mas falta humildade para poder sentir.

Pai Amável, que a humildade de tua Mãe nos sirva sempre de exemplo. Não queremos ser pobres á ponto de possuir somente dinheiro. Dá-nos sabedoria para aprendermos que para sermos bons seguidores de Cristo, bastam as virtudes comuns, humanas, simples, porém autênticas e verdadeiras. Largue tudo pelo Tudo! Eis o caminho do Céu…

Uma semana na presença da Mãe Aparecida!

Paz e Bênçãos,
Janaína Naspar.

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