Jovem Litúrgico| 14º Domingo do Tempo Comum, por @janainanaspar

Certa vez, um jovem marinheiro teve que subir ao mastro durante uma tempestade. As ondas levantavam o barco para as alturas estonteantes e logo em seguida jogavam-no para as profundezas abismais. O jovem marujo começou sentir vertigem, estava quase caindo, quando o capitão gritou: “moço, olhe para cima!”. De maneira decidida, o jovem desviou seu olhar das ondas ameaçadoras e olhou para cima. Ele conseguiu subir com segurança e executar sua tarefa.

É chegada a hora que precisamos subir ao mastro para realizar nossa missão. É chegada a hora que ficar apenas no barco olhando, está ultrapassado. É preciso mais! Em suma, é preciso ser PROFETA.

Um profeta que denuncia os males do seu tempo, que denuncia tudo aquilo que nos afasta de Deus e anuncia tudo o que nos aproxima Dele. Sem receio se será ouvido ou entendido. Sem medo de ser rejeitado e, sobretudo sem “achismo” de onisciência. Que fale a linguagem do amor, quando o idioma universal está sendo a fofoca.

Precisamos de profetas conectados com o Nazareno, pois somente assim conseguiremos vencer as provocações deste mundo. E para nosso espanto, as maiores provocações virão de pessoas mais próximas do que imaginamos.

O próprio Jesus foi rejeitado entre seus conhecidos. Poucos milagres realizou em Nazaré pela dureza dos corações. Observe que foi difícil, mas ainda assim Ele realizou milagres, ainda que poucos. Isso porque desde o início da humanidade as pessoas estão acostumadas a julgar e julgar mal. Estão acostumadas a enxergar o que temos, não o que somos. Eles olhavam para Jesus, o carpinteiro. Mas desconheciam dentro do carpinteiro, o Jesus “ser humano”, a grandiosidade do Messias. 

Em um encontro do Papa com os padres, um padre muito desanimado perguntou: Santo Padre, nossas crianças, nossos jovens; passam anos estudando para a Primeira Comunhão, para a Crisma e depois somem! O que fazer?

E o Papa respondeu: deixe que vão, pois algo ficou no coração deles; a semente foi plantada. E um dia eles retornarão ou ao menos lembrarão que tiveram alguém que lhes anunciou a Boa Nova.

Que bonito isso! Vem exatamente de encontro com o que é dito na primeira leitura: “eles saberão que um profeta esteve no meio deles.”.

Que nesta semana possamos meditar a nossa missão de profeta. Será que mesmo em meio ás tentações eu tenho certeza daquilo que sou? 

A pergunta que gostaria que você se fizesse, é essa: “ que tipo de profeta estou sendo?”.

Uma semana abençoada na presença de Jesus de Nazaré, Aquele que nos faz fortes na nossa fraqueza.

Paz e Bênçãos,

Janaína.

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