Palavra da Semana| Grosseria ou Elogio???

“Quem são minha mãe e meus irmãos?”, é com essa frase do Evangelho de São Lucas que esteve na liturgia da Palavra desta terça-feira que inicio mais esta meditação.

Nossos irmãos separados (protestantes) se acham na razão ao utilizarem esta frase de Jesus para justificarem sua repugnância por Maria. Já ouvi de um colega: “Viu, Jesus não quer que vocês (católicos) amem Maria e a chamem de mãe, pois nem mesmo Ele a considerava como tal.”

Pensei comigo mesmo “será que ele está certo???”, mas logo esse momento de loucura passou e fui ler novamente a passagem onde Jesus completa: “Quem ouve minha palavra e a põem em prática, esses são minha mãe e meus irmãos!”.

Pronto! Uma luz se acendeu e percebi que não foi grosseria de Jesus para com Sua mãe e seus parentes próximos, mas sim um grande elogio, reconhecendo Maria não só como mãe, mas também como fiel seguidora e obediente discípula do amor de Deus.

Aqui vale apena lembrar algo já muito falado: Maria foi pura antes, durante e permanece pura após o nascimento de Jesus. Sua virgindade é intacta e sua vida totalmente imaculada. Portanto, Maria não teve outros filhos, a não ser Jesus que foi gerado e nasceu por obra do Espírito Santo, como nos esclarece o Youcat, Catecismo Jovem da Igreja Católica:

#Youcat81 – Maria teve outros filhos além de Jesus?

Já na Igreja antiga se partia do princípio de que a virgindade de Maria era perene, o que excluía a ideia de que Jesus tivesse irmãos biológicos. Em aramaico, a língua-mãe de Jesus, só existe uma palavra para “irmão” e “irmã”, “primo” e “prima”. Onde nos evangelhos, se fala de “irmãos” de Jesus, refere-se a parentes próximos d’Ele.

#Youcat83 – O que significa a “imaculada conceição de Maria”?

A crença na “conceição sem mancha” existe desde o princípio da Igreja. Hoje, o conceito é equívoco. Ele declara que Deus preservou Maria do pecado original desde o início. Não se refere à concepção de Jesus no ventre de Maria. Nem sequer é uma desvalorização da sexualidade no Cristianismo, como se o homem e a mulher se manchassem quando concebessem um filho.

Tive a graça de rezar diante do Ícone peregrino da Virgem Maria que acompanha as JMJs (junto à cruz) e nele tocar. Ali pedi que a Virgem Maria me gerasse em seu ventre de amor e me ajudasse a viver fielmente o que o Senhor e sua Igreja me propõem a viver.

Peçamos juntos essa graça, cantando:

“Maria, Santa e Fiel, ensina-nos a viver como escolhidos. Olhos voltados para o Céu e por eles construir a nova vida, a nova vida…”

Paz, Fogo e o Amor Maternal de Maria!

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