E Essa Tal Castidade

E essa tal castidade?

 Que a nossa pureza seja sem puritanismo e exageros,

 pois a castidade é uma virtude, e a essência da virtude é o equilíbrio Ser casto é uma opção! É escolha, e para fazer qualquer escolha precisamos conhecer bem as opções, as alternativas oferecidas. Será que aqueles que criticam a vivência da castidade conhecem os benefícios de uma vida casta?

 Quem conseguiu, com a graça de Deus, viver castamente afugentou a impureza; mas é preciso viver outras virtudes para ser integrado, equilibrado, santo e feliz.

Tanto a pessoa que vive castamente quanto aquela que não vive precisam saber o “porquê” de sua escolha. Nem desvalorizar nem supervalorizar a castidade.

Ela é uma virtude, e quando praticada traz equilíbrio, paz e felicidade para o homem, mas não podemos nos esquecer de buscar as outras virtudes.

Quem conseguiu, com a graça de Deus, viver castamente afugentou a impureza; mas é preciso viver outras virtudes para ser integrado, equilibrado, santo e feliz. (…) Mesmo que surgisse no mercado uma camisinha altamente segura, e não houvesse mais perigo algum de transmissão de doenças, a virtude da castidade precisaria ser praticada, porque nos auxilia a encontrar o equilíbrio, o domínio próprio, nos faz bem, ao contrário do que muitos pensam. Mas, afinal, o que é castidade?

Ser casto é saber se controlar. Saber lidar com a liberdade. Escolher viver a castidade para ser equilibrado, controlado, aprendendo a valorizar o(a) namorado(a) pelo que ele(a) é, e não somente por ter um corpo bonito ou sensual. Beleza conta, claro, mas não pode ser só isso. É possível controlar o impulso sexual sem prejudicar a sexualidade. Isso não é repressão, é fortaleza, controle, domínio próprio, pois “melhor do que o forte é o paciente, e quem sabe dominar-se vale mais do que aquele que conquista uma cidade” (Provérbios 16,32). (…) O prazer é algo valioso como o ouro, mas querer que tudo vire prazer, buscando o prazer pelo prazer, sem amor, sem intimidade, sem comprometimento, é o mesmo que querer que tudo vire ouro. As conseqüências são desastrosas e só levam a um caminho: o da frustração! Em contrapartida, desprezar todo o prazer — como queriam os filósofos estóicos — pode ser tão prejudicial quanto supervalorizá-lo. Castidade. “Taí” um valor que tem sido experimentado por muitas pessoas, apesar de vivermos um tempo “hiper-pósqualquer- coisa-de-moderno”. Críticas? Muitas. Argumentos cheios de ressentimento? É o que mais se ouve por aí e, de fato, o valor que é criticado, na maioria das vezes, é justamente o que é difícil de ser vivido. Como a filosofia cristã costuma afirmar: “a maneira de viver condiciona a maneira de ver”. O que falo aqui sobre críticas à castidade influenciadas por experiências passadas que geraram frustração e ressentimento foi observado por alguns filósofos. Um deles disse justamente que “o ressentimento consiste em um modo de ser contrário aos valores, entre eles, a virtude. Esta atitude foi constatada por Max Scheler, no homem contemporâneo”.(…) Desculpe-me, mas se você acha que amar alguém, respeitá-lo e fazê-lo feliz é algo careta e ultrapassado, é você quem está por fora! Amar nunca saiu e nunca sairá “de moda”! Amor nem precisa de moda, e é justamente o amor pelo outro a única coisa capaz de nos fazer entender e querer viver a castidade! Só quem ama consegue viver a castidade porque entendeu que o sexo é uma autêntica e linda linguagem de amor, mas tem hora para ser vivido de maneira madura e integrada. A pessoa que só erotizou seus encontros, interpretando todo carinho como impulso sexual, ignora as outras formas de amar e manifestar amor. Tudo para essa pessoa precisa levar ao sexo, senão “perde a graça”. Que pobreza, que imaturidade! A reclamação mais freqüente dos que se envolvem num relacionamento amoroso é a de que o seu “amor” não sabe manifestar o próprio amor, não sabe fazer carinho sem querer fazer sexo! Da mesma forma, não vale a pena iniciar uma caminhada com o Cristo e se esconder de si mesmo, dos problemas, defeitos e principalmente dos desejos. Quando você oculta seus impulsos e os nega, abre espaço para condicionarem toda a sua vida; será um eterno fugitivo. Devemos enfrentar a nós mesmos, admitindo que temos sim desejos sexuais e outros tantos, mas que não somos “robôs”. Quem controla nossos desejos e impulsos somos nós, já que Deus nos deu a liberdade de escolher, nos deu o famoso, e em muitas horas pouco usado, LIVRE-ARBÍTRIO! (…)

Trecho do livro: Fala sério! É proibido ser diferente?

::Leia o texto integral deste capítulo

 Diego Fernandes    diego@cancaonova.com

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