Papo de Quinta| Sou católico, estou com o Papa! #EuAMOoPAPA

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Paz e fogo, juventude!

Na última semana fiz uma enquete no Facebook e alguns irmãos me ajudaram a decidir o tema para este “Papo de Quinta”. O escolhido pela maioria e também aquilo que já venho trazendo no coração há um bom tempo é: Estar sempre com o Papa ou em outras palavras: amar e obedecer o Santo Padre.

Como já disse, o “Papo de Quinta” é uma coluna onde dou a minha opinião e trago também a palavra da Igreja e dos santos sobre determinado assunto. Para falar sobre “sempre estar com o Santo Padre”, Dom Bosco, Pai e Mestre da Juventude muito nos ajudará.

Papa Francisco abraça garto

Com o Sínodo dos Bispos sobre a família, aflorou-se nas redes sociais o tema do apoio às decisões que o Papa Francisco viria a tomar. A mídia secular tem grande culpa no que diz respeito a isso, já que colocava estudos como decisões tomadas, como martelos batidos e tal.

Aí então teve início um movimento que até pedia o retorno de Bento XVI, nosso Papa Emérito. Amo Bento XVI e creio que os que pedem isso também. Mas chega a ser ridículo pedir a volta de um Papa e colocar à dúvida a eleição de um outro.

Muitos são os grupos tradicionalistas que colocam o conclave que elegeu Bergoglio para Papa como inválido. É engraçado que nas mais renomadas listas de papáveis Bergoglio não aparecia.

À priori eu recebi um forte impacto com as ações de Francisco: pedir oração, trocar de solidéu com algum fiel, não usar os paramentos que os demais usavam, falar gírias, dentre tantas outras coisas. Dom Bosco diz em suas memórias biográficas: “Onde estiver o sucessor de São Pedro, lá está a verdadeira Igreja de Jesus Cristo” (MB IV, 226). Bom, o Papa Francisco foi eleito legitimamente, sendo assim, não tinha o que temer, pois o inferno nunca prevalecerá contra a Igreja de Cristo que tem Pedro à sua frente.

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Em outro momento, São João Bosco diz: “Ninguém pode ser católico se não estiver unido ao Papa” (MB 41). Tenho medo dessa frase. Imagine só a quantidade de pessoas que não estão com Francisco, que querem o seu mal, que querem vê-lo longe da Santa Sé, do trono de Pedro…. Estar unido ao Papa é acreditar que, guiado pelo Espírito Santo, ele guiará a Barca de Cristo por águas mais profundas, como pediu o Senhor. Estar com o Papa é amá-lo independente do que dizem, é rezar por ele, por sua saúde física, espiritual, psicológica, pois muitos esquecem que, apesar do trono de Pedro e do chamado a ser o Doce Vigário de Cristo na Terra, ele é gente da gente, humano como nós.

Foi muito difícil para mim aprender a amar Bento XVI depois de um grande e significativo pontificado como o de São João Paulo II. Mas foi engraçado, pois logo quando passei a amá-lo não por seu cargo, mas por quem ele era, ele renunciou o ministério petrino.

Ele era carismático, quebrou protocolos quando esteve no Brasil, amava os pobres, ama a Igreja e por isso lutava para manter sua íntegridade e santidade… Não, não estou falando de Francisco. Estou falando de Bento XVI e… também de Francisco. Muitas pessoas só enxergam o raso da vida da Igreja, não têm coragem de saber mais, de conhecer e por isso não a amam, por isso não amam seus pastores.

Francisco é tudo isso que Bento, João Paulo II, João Paulo I e Pedro eram, mas de forma diferente. É o Papa certo pro tempo certo. Deus sabe de tudo e Ele guia a Sua Igreja conforme o Seu Coração, mesmo que a parte pecadora dela – nós – se desvie muitas vezes.

Estar com o Papa é crer que ele é dócil ao Espírito Santo e não decide nada sozinho, que ele está sempre na companhia da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem e de toda a Igreja celeste que intercede e cuida da Igreja que ainda peregrina nesta terra.

Nós não podemos obedecer apenas quando ACHAMOS que ele está certo. Devemos obedecer sempre, na esperança de que aquele que DEUS escolheu por meio dos cardeais, fará o melhor não só para a Igreja em Roma, mas para a Igreja em cada Diocese e Paróquia.

Nem tudo na Igreja depende do Santo Padre. Depende muito mais de mim e de você do que dele. Aquilo que Ele diz, como por exemplo o chamamento à Santidade feito na catequese de ontem, deve chegar a todos. Seu afeto e zelo pelos mais pobres, pelas crianças e idosos também deve ecoar em nossas paróquias e comunidade que muitas vezes despreza aqueles que já não tem muito a oferecer ou que ainda não sabem colocar-se à serviço.

O Papa Francisco pediu que os bispos e padres tivessem e conhecessem o cheiro de suas ovelhas. Antes de pedir, ele fez!

Quase desisti de ir para JMJ no Rio de Janeiro quando soube da renúncia de Bento XVI. Fui voluntário à serviço da Comunicação Oficial do evento e por isso pude ficar muito próximo ao Santo Padre. Quando o vi chegando, mal consegui tirar uma foto, pois via e contemplava nele o próprio Cristo que o escolheu como vigário, como representante. Via a luz de Jesus que resplandecia no sorriso, no aceno aos milhares de presentes, na criança beijada, no pastor que conhece suas ovelhas, que sente seu cheiro e que as ama mesmo que essas não tenham o “melhor cheiro”.

Falando em JMJ, esses dias alguém comentou aqui no Blog que era ridículo um jovem católico dizer que era um “Jovem Revolucionário”, porque determinado Papa havia condenado qualquer tipo de revolução e dito que era incompátivel ser católico e revolucionário. Mas eu não vivi e não ouvi esse Papa me dizer isso. Pelo contrário! Eu ouvi o Papa reinante – Francisco – pedindo: “Eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório”. Pronto! É a isso que obedeço!

Hoje, depois de ler muito sobre o Papa, de conhecer o seu coração pobre e mariano, posso dizer: Amo o Papa Francisco, não só pelo seu cargo, que um dia – pela morte ou possível renúncia – vai passar, mas por aquilo que ele é, assim como aconteceu com Bento XVI.

Eu o amo e obedeço porque ele foi escolhido pelo próprio Jesus e chamado a deixar o barco de Buenos Aires para assumir o barco do mundo, da Igreja Universal.

Para encerrar, partilho mais uma frase de Dom Bosco com a qual aprendi muito:

“E não griteis: ‘Viva Pio IX!’. Não bradeis: ‘Viva Leão XIII!’ mas, pelo contrário, clamai: ‘Viva o Papa!’”

Santo Fim de Semana!
Paz e Fogo!

#falaFRANCISCO| Quem pode ser santo? #CatequeseDoPapa

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Nesta quarta-feira, o Papa Francisco, durante a Catequese semanal na Praça São Pedro, falou sobre santidade, sobre quem pode ser santo e no que ela consiste. Vale a pena ler todo o texto, mas destaquei algumas falas de muito fácil entendimento e que nos impulsiona à vivência do mesmo. Bora ler?

“Não obtemos a santidade graças às nossas capacidades ou qualidades pessoais. Ser santo não é uma prerrogativa oferecida só para alguns escolhidos, nem significa ser dotado de uma capacidade especial. Não! Trata-se de um dom que o Senhor Jesus oferece gratuitamente a cada um de nós. É uma característica que distingue os cristãos”

“Tudo isso nos faz entender que para tornar-se santo, não é preciso ser bispo, padre ou religioso; mas todos e cada um dos batizados são chamados a viver no amor e a oferecer o seu testemunho cristão nas ocupações quotidianas”, disse Francisco, citando alguns exemplos: “Você é um consagrado? Para ser santo, viva com alegria a sua doação e o seu ministério; quem é casado, seja santo amando o seu cônjuge como Cristo amou a Igreja; quem é batizado e não-casado, realize seu trabalho com honestidade e competência; ofereça seu tempo a serviço dos irmãos. Quem é pai ou avô pode ser santo ensinando com paixão filhos e netos a conhecer e seguir Jesus. É preciso tanta paciência para isso… Catequistas, educadores, voluntários: sejam santos tornando-se sinal visível do amor de Deus e de sua presença ao nosso lado. Todo estado de vida leva à santidade quando vivido em comunhão com o Senhor e a serviço dos irmãos. Na rua, em casa, no trabalho… sempre”

Leia a íntegra da catequese desta quarta-feira <<

#EstoVir| As nove virtudes do homem que agrada o coração de Deus

São José será nossa fonte inspiradora para refletirmos sobre as nove virtudes que agradam o coração de Deus

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Jesus Cristo é o Homem perfeito. Mas seu pai adotivo, José, foi quem O inseriu nos ofícios e dinâmicas deste mundo. Sem dúvida, Cristo nasceu com todo potencial, mas Deus Pai providenciou que José fosse o escolhido para ensinar ao Menino Jesus o que é ser homem. A masculinidade é aprendida, passada de geração em geração, nisso o menino ou o jovem tem de se esforçar, lutar para ser virtuoso. Por isso, São José será aqui nosso modelo e fonte inspiradora das nove virtudes do homem que agrada o coração de Deus.

1- Casto
São José é conhecido na tradição da Igreja como modelo de castidade. Essa virtude dá ao homem o domínio de si mesmo e, portanto, liberdade interior. O homem de Deus precisa se exercitar na pureza para aprender a não ser arrastado por seus impulsos e assim conseguir optar por escolhas grandiosas.

2 – Honrado
Pela forma como se referem a Jesus, “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13, 55), nos dá a entender que a profissão de seu pai seria a referência de José na cidade onde moravam. Daí, podemos também supor que era fácil encontrá-los em Nazaré, sua oficina e sua casa, pois não precisavam se esquivar de ninguém. José tinha um bom nome, honrava seus prazos e sua palavra. O homem, segundo o coração de Deus, é honrado. Se ele promete, cumpre. Se errou, assume. Seu nome e sua reputação são como que a assinatura de sua pessoa como um todo, sua palavra é sempre de honestidade.

3 – Trabalhador
A mesma citação – “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13,55) – pode designar uma pessoa que é conhecida pelo seu ofício; trata-se, portanto, de um ótimo profissional. José era um trabalhador talentoso. O ser masculino tem uma inclinação natural a ter, no trabalho, também um sentido existencial. A impressão de que sua profissão é extensão dele mesmo.

Frequentemente, nas obras de artes – esculturas e pinturas –, vemos uma mulher posando (parada e expondo sua beleza) e os homens quase sempre em posição de movimento, fazendo algo. Não imaginamos um homem sem o trabalho!

4 – Lutador
Olhe o esforço de São José nos primeiros anos de vida do Menino Jesus para preservar a vida do Filho de Deus e Sua Mãe Maria. José renunciou a tudo o que já tinha para preservar os seus. O homem de Deus é um lutador. O Senhor convida Seus profetas, na Sagrada Escritura, e, constantemente, os coloca em luta contra um inimigo público, contra forças espirituais; Ele os ensina a batalhar por sua família, pelo seu povo e pela causa do Reino de Deus.

5 – Fiel
Sem dúvida, o fato de Maria, enquanto noiva de São José, ter ficado grávida, significou para ele uma grande prova. Papa Francisco disse a esse respeito: “Uma prova parecida com aquela do sacrifício de Abraão”, em ambos os casos, Deus “encontrou a fé que buscava e abriu um caminho de amor e felicidade” (22/12/2013). Um homem deve ser fiel, primeiramente a Deus, depois a sua mulher e família. As tentações passam, a fidelidade torna o homem forte de espírito. Seja fiel até o fim!

6 – Cavalheiro
Difícil não imaginar José como um cavalheiro. Mas alguns fatos podem nos fazer supor isso de forma um pouco mais concreta. Por exemplo, quando Jesus aos doze anos se perde no templo, é Maria quem indaga Jesus na frente dos homens magistrados, numa sociedade que não contava mulheres e crianças. Por que não foi José quem o fez? Talvez, porque a Mãe participasse de forma mais intensa do ministério de Cristo, e José entendeu isso.

O homem de Deus é cavalheiro, porque associa sua força e propensão a ter atitude com sensibilidade e percepção. É atento e gentil sempre, mesmo em meio à crise, e não só na hora que quer conquistar uma mulher.

7 – Magnânimo
“José, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1, 19). Este versículo demonstra a essência do coração do esposo de Maria. Ao saber da gravidez de sua noiva, José, num primeiro momento, deve ter imaginado que ela o tivesse traído, e a lei dos judeus condenava à morte a mulher que assim procedesse. Entretanto, mesmo sentindo-se injustiçado, a intenção desse homem de Deus revela sua disposição em garantir a vida da pessoa que ele amava e de uma criança inocente, e para ele isso significaria renunciar à sua carpintaria (seu sustento), sua casa (o “desposado” cuidava de construir e mobiliar o futuro lar), seu bom nome, sua reputação na cidade e, quem sabe, assim comprometer seu futuro.

Magnanimidade é bondade de coração, mas está além disso, é indulgência com nobreza. É compadecer-se do outro até em suas entranhas. É ser fiel, dar perdão, assumir a miséria do outro e fazer o bem mesmo quando se recebe um mal. É ter amor para oferecer mesmo quando a outra pessoa não o merece. O homem magnânimo é um gigante interiormente, ele doa de si não somente o que possui – seus talentos, dons materiais  e espirituais –, mas se entrega por  inteiro, até sua própria vida se preciso.

Imagine Maria, sabendo de seu esposo que ele teve a intenção de renunciar tudo em sua vida por causa de amor por ela! Imagine o olhar de amor que ela direcionou a ele! Que linda prova de amor José deu a Maria!

Faço aqui uma observação: Em minha juventude, conheci rapazes que tinham dinheiro, carro, eram “boa pinta” e bem populares entre as meninas. Contudo, das pessoas da minha geração, percebo que as mulheres que estão realmente felizes hoje são aquelas que se casaram com os homens que, desde aquela época, demonstravam ter um coração bom. Toda mulher merece ter um homem bom ao seu lado; no fundo, é o que elas esperam. O homem de coração magnânimo é um sinal e um reflexo de Deus nesta terra.

8 – Servo
São José escolheu ser servo, primeiramente de Deus. Por meio dos sonhos que tinha (e sonhos são coisas corriqueiras), ele entendeu que ali estavam as ordens do Senhor, e que era necessário cumpri-las. José não ficou questionando se aquilo era fruto de sua emoção causada pelos fatos que estavam acontecendo. Em tudo José foi obediente a Deus.

Também foi o servo de sua família. A Bíblia diz, “mas a cultura judia coloca o homem como chefe de sua família” (cf. Ef 5, 23). O pai terreno de Jesus fez de sua autoridade um serviço para os seus. Não usurpou dessa sua posição para obter direitos e favores dos membros de sua família. Pelo contrário, sacrificou-se, renunciou de si em favor de sua esposa e seu filho.

O homem segundo o coração de Deus entende que toda e qualquer autoridade nesse mundo deve ser vista como uma responsabilidade de amar e edificar aqueles que estão sob seus cuidados, seja família, subordinados no trabalho ou o povo do Senhor. Mas, acima de tudo, está a vontade de Deus.

9 – Justo
Todas as virtudes acima podem ser vistas como desdobramentos desta última. A Palavra define José como Justo (cf. Mt 1, 19). O significado bíblico dessa palavra se refere àquele que cumpre e pratica a Lei, tanto no termo jurídico – a pessoa que é idônea perante suas obrigações civis –, mas também a Lei do Senhor. José era irrepreensível quanto ao cumprimento dos preceitos e ritos religiosos, mas os fazia por um ardente amor ao Senhor, e não por prestígio entre os homens.

O homem precisa encantar-se com a Palavra e a Lei eterna do Altíssimo, pois, se ele dá a Deus o que é de Deus, não lhe será pesado dar a César o que pertence a César. Ser justo é ser santo. O homem que agrada a Deus busca constantemente a santidade.

Peçamos a intercessão de São José, pois o mundo está precisando cada vez mais de homens que tenham a coragem de entregar a vida deles a Deus, deixarem-se ser conduzidos por Ele e, dessa forma, trazerem um pouco da alegria do céu para viver já aqui nesta terra.

São José, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova | Sandro Arquejada