Formação| O que é a Semana Santa?

Paz e fogo, galera!

De forma muito simples, mas com a certeza daquilo que escrevo, quero falar um pouco sobre o que é a Semana Santa. Na verdade, o conteúdo é de dois livros muito bacanas. A “Agenda Youcat” e o “Sou Católico – Vivo minha Fé”, da CNBB. Bora lá?

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Tem muito jovem por aí, que participa da igreja local, vai no Crisma, no Grupo de Oração, no Grupo de Jovens, mas que acha que a Semana Santa na verdade é um grande feriadão pra descansar. Claro que isso não é verdade. Eu costumo dizer que, pelo contrário, a Semana Santa, para mim é a semana mais cansativa, por conta de tantos e belos compromissos com Deus e com a Comunidade que se reune para celebrar os Santos Mistérios.

Mas, enfim, o que é a Semana Santa?

A plena liberdade de Jesus diante de práticas sociais e religiosas que escravizavam homens e mulheres, deu origem a grandes tensões com os grupos dominantes da sociedade e da religião do seu tempo, que culminou do drama da Cruz, no Calvário. Jerusalém era a cidade onde os profetas tinham sido martirizados e Jesus, o Profeta por excelência, também lá foi morto. Cumpriu-se o que Ele mesmo anunciara aos apóstolos: sua prisão, julgamento, condenação, crucifixão, morte e ressurreição.

A Páscoa é o centro do Ano Litúrgico. Ela é antecedida pela chamada “Semana Santa”, na qual os fieis seguem o percurso da crucificação de Jesus. A Semana Santa começa no Domingo de Ramos com a memória da entrada de Jesus em Jerusalém e atinge seu ponto mais elevado na noite de Páscoa. Segue com os últimos dias da Quaresma, os dias de recolhimento de segunda a quarta-feira; e atinge o seu auge no Tríduo Pascal, os dias mais santos do Ano Litúrgico.

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O Tríduo Pascal começa na Quinta-Feira Santa, na qual foi instituída a Eucaristia, na Última Ceia de Jesus. Prolonga-se pela Sexta-Feira Santa, memória da Paixão e morte de Jesus; e termina com a gloriosa Ressurreição de Jesus, na Vigilia Pascal.

É uma tradição de vários séculos que, em todas as igrejas católicas, todos os sinos e órgãos se silenciem de luto pelo sofrimento e morte de Jesus Cristo, desde a Missa da Ceia do Senhor, na noite de Quinta-Feira Santa, até à Vigília Pascal. Durante estes dois dias (na sexta-feira da Paixão), nas igrejas não se celebra a Santa Missa. Só a Vigília Pascal liberta os crentes da tristeza em que eles, através de muitos sinais e símbolos litúrgicos, proclamam Cristo Ressuscitado. 

O Pai entregou o Seu Filho por amor ao mundo. Jesus morreu numa cruz, mas não permaneceu sob o domínio da morte. Ressuscitou ao terceiro dia. Este foi um acontecimento extraordinário, com profundas consequências para a humanidade. A ressurreição de Jesus é a certeza de nossa própria ressurreição.

Fonte: Agenda Youcat (Ed. Paulus) | Sou Católico – Vivo minha Fé (Edições CNBB)

JMJ| Mensagem do Papa Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude

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MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A XXIX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

(Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014)

«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)

Queridos jovens,

Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.

A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de reflectir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).

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1. A força revolucionária das Bem-aventuranças

É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.

As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

2. A coragem da felicidade

O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).

Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.

Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.

3. Felizes os pobres em espírito…

A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?

Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.

O adjectivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.

Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).

São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.

Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.

Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.

Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.

Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).

4. … porque deles é o Reino do Céu

Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus connosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».

Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.

Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.

No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».

Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade.

Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir – de 2014.

 

#Quaresma| Por que se confessar na Semana Santa?

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Queremos, no início da Semana Santa, apresentar um itinerário teológico acerca do Sacramento da Penitência. Diz o Catecismo da Igreja Católica, no seu número 1422, que “aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.

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O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos.

Aproximar-se do confessionário, depois de um acurado exame de consciência, é viver o apelo de Jesus à conversão e à penitência. Sim, uma conversão profunda de dentro para fora, do coração. O Catecismo da Igreja Católica no seu número 1432 ensina que “o coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (20). A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’ (Lm 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d’Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados trespassaram”.

pope-francis-hearing-confession1No tempo em que freqüentávamos a catequese paroquial, aprendemos que o pecado é, acima de tudo, uma grave ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com Ele e com a Igreja. Sabemos, também, que só Deus perdoa os pecados. Mas Jesus concedeu aos seus discípulos e à Igreja a graça de perdoar os pecados e de não perdoá-los. Por isso, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes para aqueles que, depois do Batismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial e comunitária. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e de reencontrarem a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como a segunda tábua (de salvação), depois do naufrágio que é a perda da graça.

Por isso, o fiel, ciente de que deve se confessar pelo menos uma vez por ano pela Páscoa da salvação, ao receber a absolvição deve ficar atento à fórmula da absolvição, quando o presbítero diz que o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão e que Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja.

O fiel que se aproxima da confissão deve acusar ao sacerdote os seus pecados, para se libertar deles e facilitar a sua reconciliação com os outros. Por isso, é fundamental que o fiel enumere todos os pecados mortais de que têm consciência, após se terem seriamente examinado, mesmo que tais pecados sejam secretíssimos e tenham sido cometidos apenas contra os dois últimos preceitos dos Dez Mandamentos de Deus; porque, por vezes, estes pecados ferem mais gravemente a alma e são mais perigosos que os cometidos à vista de todos.

Quem está obrigado a se confessar?

Segundo o mandamento da Igreja, todo fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano. Aquele que tem consciência de haver cometido um pecado mortal, não deve receber a sagrada comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição, sem ter previamente recebido a absolvição sacramental; a não ser que tenha um motivo grave para comungar e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor.

Não podemos nos descurar na confissão das faltas quotidianas (pecados veniais), vivamente recomendada pela Igreja. A confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência neste sacramento o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele.

Como se confessar?

Após um meticuloso exame de consciência para a confissão, por meio da oração e do exame de consciência, o fiel aguarda pacientemente a sua vez, invocando para si e para o próximo a luz do Espírito Santo e a graça de uma conversão radical. Aproximando-se do sacerdote no confessionário, ele faz o sinal-da-cruz e deve iniciar a confissão dizendo: “Padre, dai-me a vossa bênção, porque pequei”. Em seguida, com a maior precisão possível, diz o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado…) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão. Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual. Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência.

Primeiro, são confessados os pecados graves ou mortais, conforme sua espécie e número, sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais. Depois, dispõe-se a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição. Ele despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: “Demos graças a Deus”, e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.

Torna-se oportuno, ainda, lembrarmo-nos o ato de contrição: “Meu Deus, tenho muita pena de ter pecado, pois ofendi a Vós e mereci ser castigado. Meu Pai e Salvador, perdoai-me, não quero mais pecar. Amém.”

A confissão é importante não só na quaresma, ou na Semana Santa, mas durante todo o ano, porque ela é justamente o sacramento que nos reconcilia e tem o poder curativo em nós, quando descobrimos que a cada confissão a gente se propõe a uma mudança. Ela é curativa e faz crescer. Sempre que você se restaura de um erro, de uma fragilidade, também se projeta para crescer, a partir daquilo.

De forma muito especial, na Semana Santa, a confissão é fundamental, porque é um tempo específico de conversão. Na verdade, a confissão é uma mola propulsora da conversão, da renovação, da páscoa, que é passagem do pecado para a vida da graça.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário judicial da Arquidiocese de Juiz de Fora e presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano

Fonte: Catequisar

Troféu Louvemos o Senhor| Vote no seu artísta católico preferido!

Com Assessoria de Imprensa RS21

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Atenção! Começou hoje, dia 10 de abril, a votação popular para as categorias abertas ao público. Você que gosta e acompanha a música católica já pode escolher os melhores artistas do ano em 11 categorias da 6ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor. A votação do maior prêmio nacional da música católica fica aberta até o próximo dia 18 de maio.

O internauta que acessar a partir de hoje o site do Troféu Louvemos o Senhor tem a opção de votar em categorias como: Música do Ano (Premia Compositor e Interprete), Cantor Solo, Cantora Solo, Cantor de Banda, Cantora de Banda, Personalidade Artística, DVD do Ano, Melhor Guitarrista, Melhor Baixista, Melhor Baterista e Melhor Tecladista.

Para votar, basta acessar o site oficial do evento e, de acordo com a categoria, selecionar o artista de sua preferência e emitir o voto. Apenas um voto por IP em cada categoria será liberado diariamente.

No próximo dia 17 de abril será divulgada a lista com os nomes dos indicados nas demais categorias, de exclusividade dos jurados do Troféu Louvemos o Senhor.

Neste ano, o Troféu Louvemos o Senhor realiza uma Homenagem Póstuma ao grande compositor Frei Fabretti, na categoria de “Mérito Especial – Prêmio Por uma Vida Inteira de Realizações”. Esta categoria valoriza o artista que, durante sua vida, contribuiu de forma criativa artística excepcional no campo da música católica.

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Premiação 
A grande festa de premiação daqueles que evangelizam e cantam a fé por meio da música católica será realizada em duas datas: dia 20 de maio entrega dos Prêmios Técnicos e Instrumentais; dia 28 de maio todos são convidados especiais para participarem ao vivo da premiação artística, nos estúdios da Rede Século 21, a partir das 20h00.

CLIQUE AQUI PARA VOTAR!

Missão| Bora missionar na Amazônia? #JovensConectadosNaMissão

Atendendo ao chamado de Cristo e da Igreja, as Comissões Episcopais para a Juventude; Amazônia; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Missão Continental, pertencentes à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com apoio das Pontifícias Obras Missionárias (POM) lançam a primeira “Missão Jovem na Amazônia”. De 30 de novembro a 15 de dezembro, as dioceses de Roraima, Coari, Borba e Parintins serão o cenário do projeto que visa despertar o jovem para a vivência da vocação missionária, convivendo, conhecendo, aprendendo e trocando experiências na realidade amazônica das comunidades ribeirinhas e indígenas.

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Para a participação na missão é preciso preencher um cadastro, que será disponibilizado durante todo o mês de maio, no site www.jovensconectados.org.br. Dos inscritos, serão selecionados aproximadamente 60 jovens de 18 a 35 anos advindos de todo o Brasil, que se dividirão em quatro grupos para as respectivas dioceses.

Cada jovem deverá providenciar suas despesas de ida e volta até o local, porém, as comissões responsáveis pelo projeto proverão recursos para o desenvolvimento da missão na respectiva diocese que acolhe e esta providenciará meios de locomoção dentro do seu território, hospedagem e alimentação.

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Os selecionados participarão de uma formação online ministrada pelos assessores da CNBB e das POM ligados ao projeto, juntamente com os jovens coordenadores de cada grupo missionário, nos meses que antecedem a viagem. Haverá ainda uma formação presencial com as equipes formadas, entre 30 de novembro a 2 de dezembro, em Manaus para estudo, convivência, celebração e envio à missão.

A experiência missionária terá duração de 10 dias em comunidades estabelecidas pela diocese escolhida e será embasada a partir do intercâmbio de experiências na vivência conjunta entre os jovens, ajudando a criar uma consciência mais aberta da Igreja que vai além dos limites dos seus grupos, pastorais, paróquias e cidades.

As atividades serão encerradas com uma avaliação dos grupos, que se reunirão novamente na capital do Amazonas de 13 a 15 de dezembro, com partilhas das experiências vividas. Será formulada ainda uma carta destinada à Igreja no Brasil, com intuito de fomentar outras iniciativas como essa, além de animar os católicos do país.

Por que uma missão na Amazônia?

Com o objetivo de preparar para a Semana Missionária, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013, as comissões episcopais para a Juventude e Animação Missionária da CNBB, em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias, realizaram em 2012 o Seminário Juventude e Missão, com o lema: “A alegria de ser jovem, discípulo missionário de Cristo”.

Deste seminário, surgiu o desejo da juventude presente de fazer uma missão, para assim manifestar o compromisso e o protagonismo dos jovens com o chamado de Jesus Cristo, especialmente na Amazônia, onde a Igreja tem um olhar especial e já desenvolve um trabalho sólido.

Essa inspiração foi reforçada na JMJ 2013, com o apelo do Papa Francisco: “Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria”.

Ele também exortou na ocasião sobre a necessidade de maior incentivo à participação da evangelização na Amazônia. “Fazem falta formadores qualificados, especialmente formadores e professores de teologia, para consolidar os resultados alcançados no campo da formação de um clero autóctone, inclusive para se ter sacerdotes adaptados às condições locais e consolidar por assim dizer o rosto amazônico da Igreja. Nisto lhes peço, por favor, para serem corajosos, para serem destemidos”, apontou o pontífice.

Portanto, com sensibilidade profética, essa missão foi abraçada pelas comissões responsáveis no 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, ocorrido nos dias 28 a 31 de outubro de 2013, em Manaus, onde diversas dioceses se candidataram para receber o projeto. As selecionadas para esta primeira experiência foram Roraima, Coari, Borba e Parintins.

Essa é uma semente lançada e a proposta é que anualmente ocorra esta missão da juventude na Amazônia percorrendo aos gradativamente as 18 dioceses que se manifestaram abertas à acolhida dos missionários jovens de todo o país. 

Serviço

Missão Jovem na Amazônia
Data: 30 de novembro a 15 de dezembro

Local: dioceses de Roraima, Coari, Borba e Parintins, com formação presencial em Manaus
Inscrições: durante todo o mês de maio, pelo site http://www.jovensconectados.org.br
Mais informações: site dos Jovens Conectados ou pelo e-mail:missaoamazonia@jovensconectados.org.br

Fonte: Jovens Conectados

Quaresma| Como ser um “jovem sarado”na quaresma, por Pe. Lucas

Texto do Padre Lucas especialmente para o Blog “Jovens Revolucionários” – Bora curtir?

Louvado Seja Deus!  Louvado seja o Filho de Deus que assumiu sua condição humana para nos dar a esperança da Ressurreição. Iniciamos na quarta-feira de Cinzas o tempo Sagrado da Quaresma. A Bíblia usa com freqüência o período de 40 dias (ou 40 anos) para indicar períodos especiais, que criam um clima adequado para algo que vai acontecer.

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O Povo caminha 40 anos no deserto, antes de entrar na Terra Prometida.  Foi uma experiência de Purificação dos falsos deuses, de Adesão aos mandamentos (Aliança) e de solidariedade no deserto; Elias caminha 40 dias e 40 noites até o Monte sagrado de Horeb; O Dilúvio: 40 dias para purificar a humanidade corrompida; Moisés: 40 dias no Sinai antes de receber a Lei; Jesus 40 dias no deserto antes de iniciar a vida pública.

Portanto a quaresma para nós é um tempo forte de conversão e renovação em preparação para a Páscoa: passagem da morte para a vida.

Diante destas informações, todos nós somos chamados a viver, neste tempo quaresmal, três vias: Oração, Jejum e Esmola.

  • A Oração nos leva a uma EXPERIÊNCIA pessoal com Deus..
  • O Jejum nos leva a um gesto concreto de conversão: privar-se de algo para uma liberdade interior maior.
  • A Esmola nos leva a nos doar aos irmãos, no serviço fraterno,  em gesto de solidariedade e de partilha.

Falando especificamente aos jovens, proponho estas vias a vocês. Ser um jovem sarado é viver o Jejum para se converter. Não uma conversão qualquer, mas uma conversão que faça acontecer à plenitude de Cristo. Uma conversão sem deixar de ser quem você é em casa, no trabalho, na faculdade, no dia-a-dia, no lazer… aonde for. Rasgue o coração e não as vestes. Rasgue o coração e seja sincero para Deus. Mostre a Ele quem é você, o que você deseja,o que você sente, o que você pensa, o que você tanto anseia nesta quaresma.

Ser um jovem sarado é fazer a experiência pessoal com Deus na Oração. A oração deve ser realizada a partir da nossa realidade. Rezar com a vida, com os problemas, com as dificuldades, com os medos, com alegria e com tristeza. Ser um jovem sarado e ser diferente dentre tantos jovens que não tem esta experiência. Rezar significa: aproximar-se de um Deus que nos ama e nos faz dele. Rezar para que a vida seja mais aproveitada, vivenciada, dinamizada.

Ser um jovem sarado é se doar aos irmãos a partir da esmola. Ser solidário, generoso, dar o que experimentamos. É fazer com que o próximo seja feliz e tenha a esperança de um dia melhor a partir da nossa doação.

Portanto, viver o tempo quaresmal é se colocar a caminho da Ressurreição. É necessário a cada dia morrer para este mundo, para os objetos, para a folia, para a vida fácil, para o pecado, para a escuridão, para a murmuração, para uma vida exterior, para uma vida cheia de aparências a fim de se colocar no caminho da cruz que nos levará a vida nova.

Queremos ressurreição? Morramos para este mundo e para as suas seduções. Jovem, este mundo está cheio de modelos. Modelos que não devemos seguir. Vamos seguir o modelo da cruz do Senhor, o modelo de um Cristo despojado, amoroso e do povo; vamos seguir os passos de Maria que soube viver no silêncio a vontade de Deus.

Que este tempo nos faça fortes e esperançosos para uma vida transformada em Cristo. Deus abençoe a todos e faço votos de uma quaresma diferente das outras já vividas. Uma quaresma de alma, coração e corpo. Uma quaresma que nos leve a liberdade de escolha: Cristo e sua luz. Luz da ressurreição e da vida nova.

Pe. Lucas Alves da Silva
(Diocese de Santos – SP)


Palavra da Semana| Eis o meu filho muito amado. Ouvi-O!

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Paz e Fogo galera!

Mais uma vez peço desculpas pela demora em postar reflexões aqui no #BlogJR…

Sem mais delongas, o tema da “Palavra da Semana” é “Eis o meu filho muito amado. Ouvi-O”, frase dita por Deus Pai no momento da Transfiguração de Jesus, momento que lembramos na Liturgia da Palavra deste domingo (16).

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR JESUS

Ouvir Jesus… ô coisinha difícil, não é? Não… não é!

Basta nossa vontade, coração aberto e claro, ouvir e Ele falará!

Muitas vezes, ainda mais em nossos momentos de crises e/ou dificuldades, não conseguimos ouvir a voz de Deus que nos fala a todo momento, justamente por conta dos ruídos causados por nossa falta de amor próprio, dúvidas, vida de oração forçada, falta de amor/cuidado pelo próximo… Nessas situações é quase impossível ouvir o que o Senhor tem a nos dizer.

São várias as formas de ouví-Lo. Uma delas é através das Sagradas Escrituras e em especial pela Liturgia da Palavra/Evangelho de cada dia. Ali, o Senhor fala o que você precisa ouvir naquele momento, naquela situação específica de vida que você tem passado.

Mas muitas pessoas, por exemplo, não conhecem a Deus e muito menos Sua Palavra e Seus sacramentos. Sendo assim, o único Evangelho que essa pessoa pode (ou deveria poder) ler, é a nossa vida.

Aqui no Aspirantado, no momento da meditação aos fins de semana, eu tenho lido o livro “Dom Bosco – Uma Biografia Nova” do escritor Terésio Bosco. Em cada parágrafo eu vejo ali, na vida do meu Pai-Fundador, a atualização da vida de Jesus, de Seu Evangelho, de Sua missão, de Sua pregação… Muitas e muitas pessoas aprenderam a amar Jesus porque O viam em São João Bosco, que desde a sua infância, propagou com a vida e com as palavras que é muito bom ser de Deus.

Assim também deveria acontecer conosco, para que aqueles que não leem a palavra de Deus, ou que não a escutam na Liturgia da Palavras das Celebrações, a lessem através do nosso testemunho de vida, e claro, se precisar, através de nossa pregação, música, oração…

Iae… Será que não está na hora de sua vida deixar de ser o “Livro das Lamentações” para se tornar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo que seu irmão precisa ler, escutar e vivenciar?

Fica a dica!

Tamu Juntu!

Robson Landim!
Aspirante Salesiano