#falaFRANCISCO| Qual é a fórmula da felicidade? O Papa Francisco responde:

Em entrevista a uma revista argentina, o papa nos propõe 10 ideias como fórmula da felicidade

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Viver e deixar os outros viverem. Compartilhar o domingo em família e brincar com as crianças. Esquecer o negativo e doar-se aos outros. Estes são alguns dos conselhos que o papa Francisco nos dá em seu “decálogo” para sermos felizes, publicado pelo repórter Pablo Calvo em sua entrevista ao pontífice para a revista argentina “Viva”.

“Qual é a fórmula da felicidade?”, pergunta o jornalista, que depois conta aos leitores: “O papa não foge da pergunta e, nesta resposta pontual e durante o resto da conversa, ensaia uma receita para sermos felizes. Seguem 10 elementos dessa poção que parece inalcançável, mas que Francisco nos convida a tentar”, apresenta Pablo Calvo.

1. Viva e deixe viver: “Os romanos têm um ditado que poderíamos tomar como ponto de partida: ‘Vá em frente e deixe os outros irem em frente’. Viva e deixe viver, é o primeiro passo da paz e da felicidade”.

2. Doar-se aos outros: “Se você estancar, vai correr o risco de ser egoísta. E a água estancada fica logo estragada”.

3. Mover-se “remansadamente”: “Em ‘Dom Segundo Sombra’ há uma coisa muito bonita, de alguém que relê a sua vida. O protagonista. Diz que, quando era jovem, era um arroio pedregoso que arrastava tudo pela frente; quando adulto, era um rio que corria em frente; e na velhice ele se sentia em movimento, mas lentamente, ‘remansado’. Eu utilizaria esta imagem do poeta e novelista Ricardo Güiraldes, esse último adjetivo, ‘remansado’. A capacidade de mover-se com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os idosos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não cuida dos seus idosos não tem futuro”.

4. Brincar com as crianças: “O consumismo nos levou a essa ansiedade de perder a cultura sadia do ócio, de ler, de desfrutar da arte. Agora eu atendo pouco em confissão, mas, em Buenos Aires, eu ouvia muitas confissões e quando vinha uma jovem mãe eu perguntava: ‘Quantos filhos você tem? Você brinca com eles?’. E era uma pergunta que elas não esperavam, mas eu dizia que brincar com as crianças é fundamental, é uma cultura sadia. É difícil, os pais vão trabalhar cedo e voltam muitas vezes quando os filhos já estão dormindo. É difícil, mas eles têm que brincar”.

5. Compartilhar os domingos com a família: “Outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo da universidade e o mundo operário. Todos pediam o domingo livre. O domingo é para a família”.

6. Ajudar os jovens a conseguir emprego: “Temos que ser criativos com essa faixa etária. Se faltam oportunidades, eles caem na droga. E está muito alto o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia eu li, mas não confio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens de até 25 anos desempregados. Não basta dar comida para eles: tem que inventar cursos de um ano de encanador, eletricista, costureiro. É a dignidade que dá o pão para casa”.

7. Cuidar da natureza: “Temos que cuidar da criação e não estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que nós temos”.

8. Esquecer rápido o que é negativo: “A necessidade de falar mal do outro indica uma baixa autoestima: eu me sinto tão abaixo que, em vez de subir, rebaixo o outro. Esquecer rápido o que é negativo é sadio”.

9. Respeitar quem pensa diferente: “Podemos instigar o outro com o testemunho, para que os dois progridam nessa comunicação, mas o pior que pode acontecer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer’. Não. Cada um dialoga a partir da sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo”.

10. Procurar ativamente a paz: “Estamos vivendo uma época de muita guerra. Na África parecem guerras tribais, mas são mais do que isso. A guerra destrói. E o clamor pela paz tem que ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa”.

Fonte: ZENIT

Somos todos Nazarenos! #Iraque

Surge um símbolo nas redes sociais de todo o mundo, mas o que significa?

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Somos todos cristãos iraquianos! Pela primeira vez em dois mil anos não tem nenhum cristão em Mossul. Os cristãos iraquianos tiveram de escolher entre a morte e o exílio após o ultimato dos fanáticos do Estado Islâmico (EI).

Antes de obrigar a escolhar entre a conversão imposta, a fuga ou a morte, os extremistas islâmicos marcaram todas as casas doscristãos com o símbolo ن , muitas vezes escrito com um círculo.

Este símbolo é, de fato, uma letra do alfabeto árabe, o “nome”, que corresponde à letra “N” do alfabeto latino, um N de “Nazarat”, ou nazareno. Este é o termo pejorativo com o qual são chamados os cristãos no Alcorão. 

Uma vez exilados, todos os bens deles ficam à mercê dos “bons crentes” que são os jihadistas do EI. Por trás das motivações religiosas, o desejo de dinheiro e poder nunca está distante.

Estes sinais nas casas, antes de desapropriá-las ou depois de ter matado os proprietários, lembra a ação dos nazistas nos 30 trinta, nas iniciativas contra a comunidade judaica. Aqueles loucos extremistas pintavam a estrela de Davi sobre as vítimas.

Os cristãos, mas também os muçulmanos de Bagdá, uniram-se exibindo cartazes escritos “sou iraquiano, sou cristão”, para exigir a reação de quem governa.

Para apoiar os cristãos iraquianos perseguidos perante a total indiferença do mundo, diante também do drama ucraniano e do conflito palestino-israelense, os cristãos são convidados a mostrar este símbolo – ن – nas redes sociais.

Está marcado para sexta-feira, 25 de julho, um dia de oração e jejeum pelos nossos irmãos cristãos perseguidos por causa da em Cristo, sobretudo no Iraque.

“Faz tempo que tomamos consciência, dia após dia, das perseguições extremamente duras que vivem os cristãos iraquianos – explicam os organizadores -. Isso deve nos fazer perceber o fato de que ser cristão significa, cedo ou tarde, participar da cruz de Cristo”.

Os cristãos perseguidos vivem isso na própria carne. É preciso que nos unamos a eles na oração e no jejum nesta sexta-feira.

Fonte: Aleteia

Formação| Você tem um amigo santo? #Santidade

Para fazer amigos do céu, em primeiro lugar, precisamos ser amigos do Pai das Misericórdias. Jesus veio para ser a misericórdia do Pai e se deu por inteiro por causa de nós. O Senhor não somente se deu por inteiro como foi traído, condenado e morto na cruz de uma forma terrível, gritando: “meu Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”. Por essa razão, Deus quis que Jesus se manifestasse por meio de Santa Faustina Kowalska. Ela, que se dizia “secretária de Jesus”, tomou nota de tudo aquilo que Ele lhe disse. A riqueza que ela nos deu foi o Diário da Divina Misericórdia.

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Meus irmãos, precisamos buscar, em primeiro lugar, a amizade com o Pai das Misericórdias; depois, com Jesus misericordioso. Precisamos ser amigos d’Ele, porque Ele é nosso amigo. “Já não chamo-vos de servos, mais de amigos” (cf. Jo 15,15). Para isso, precisamos buscar a Sua Palavra.

Os Santos Padres já falavam que Jesus se manifesta de duas formas: na Eucaristia e na Palavra – Jesus Palavra e Jesus Eucaristia. 

Nós precisamos também adorar o Senhor. Cristo não está somente no ostensório, mas também no sacrário. Temos de aprender a adorá-Lo. Isso fará com que a nossa amizade por Ele aumente. Usamos bem o nosso tempo quando estamos na presença de Jesus. 

Precisamos cultivar os santos do céu, principalmente os nossos santos de devoção.

Dona Anita, mãe da Luzia Santiago [cofundadora da Canção Nova], tem uma devoção especial a Santo Antônio. Os devotos desse santo acreditam que ele pode nos ajudar a achar as coisas perdidas. Quando pedíamos para dona Anita rezar a Santo Antônio, logo ela pegava o responsório. Então, achávamos rapidamente as coisas. Depois, ela ia à padaria e comprava pão para os pobres, porque Santo Antônio era amigo dos pobres. 

Quais são os seus amigos santos? Cultive a amizade deles! Eles precisam ser os nossos intercessores, eles querem ser os nossos intercessores. Façamos o que nos diz o Evangelho: “Fazei amigos para que eles vos precedam na morada eterna”. 

Busquemos os nossos amigos entres os santos e os anjos, principalmente com nosso anjo da guarda. Que devoção você tem para com seu anjo? Que amizade você tem com ele? Com certeza, ele o salvou muitas vezes, não só quando criança, mas depois de adulto também. Ele veio em seu socorro e talvez você nem o tenha percebido. Ele é seu amigo do céu; você precisa dele. Nós precisamos fazer amigos na morada eterna, porque são eles que nos receberão lá.

Sejamos também amigos de Nossa Senhora, porque ela é a Mãe de Jesus. Foi Ela quem deu carne e sangue ao Filho de Deus. Aquele sangue que jorrou na cruz não foi somente o sangue de Jesus, mas o de Maria também. No alto da cruz, Jesus a entregou para nós como nossa mãe. João acolheu Maria.

Uma maneira excelente de sermos amigos de Maria é citando o Santo Rosário. Reze o terço, ofereça a ela esse presente de rosas. Se assim fizermos, teremos uma excelente amiga no céu, na mansão celeste, aguardando por nós.

Se nós a tivermos como amiga, ela será nossa advogada, vai advogar em nossa causa. Temos uma amiga excelente na mansão celeste, pois essa é a vontade do Pai das Misericórdias. 

Pregação ‘Fazer amigos nas moradas eternas’, de monsenhor Jonas Abib. 

Fonte: Canção Nova

News| Vaticano lança aplicativo do Papa #ThePopeApp

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Dom Claudio Maria Celli, acompanhado por seu colaborador Thaddeus Jones, apresentou na última semana, o “The Pope App”, um aplicativo para smartphone e tablet que reúne toda a mídia do Vaticano (Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, Sala de Imprensa).

Dom Celli afirmou que essa iniciativa era desejo da Igreja. “Era nosso desejo apresentar ao Papa esta iniciativa. Como se sabe, já existia o ‘The Pope App’ e nós estamos contentes porque no passado mais de 400 mil pessoas baixaram nos próprios celulares e nos tablets este aplicativo. É um aplicativo que permite ao Papa de aproximar homens e mulheres de hoje, de estar próximo a eles com suas mensagens, com seus pronunciamentos, com as suas meditações”, destaca.

Ele acredita que esta é uma maneira de encontro com a espiritualidade e o catolicismo, já que homens e mulheres de hoje, às vezes também afastados da Igreja e às vezes também de outras religiões, encontraram no Papa Francisco um amigo, que está ao lado deles, que diz coisas autênticas, que sabe falar ao coração dos homens e das mulheres de hoje, que sabe perceber os seus cansaços e às vezes a dificuldade de viver e sabe dar uma palavra de amizade, de amor.

Dom Claudio defende que o homem deve sempre compreender que é acolhido, que é acolhido por Deus através de iniciativas como essa.  ”Aperfeiçoamos a primeira edição do The Pope App e hoje está mais acessível, está mais claro, é melhor administrado, no entanto as funções são as mesmas, podemos fazer sim que em cada momento o homem e a mulher de hoje possam ter à disposição do próprio celular ou seu próprio tablet as meditações, as palavras do Papa, os seus gestos. Eu diria que hoje a nova edição permite também ter ‘favoritos’, escolher, isto é, textos mais importantes e ao mesmo tempo de poder compartilhar com outros. Isto eu acho que seja uma oportunidade nova que é oferecida a todos”, pontua.

Sobre o App

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Ele agrupa os conteúdos, as mídias e as notícias produzidas por cada mídia da Santa Sé, do Vaticano, portanto: Rádio Vaticano, Centro Televisivo Vaticano, Agência Fides, L’Osservatore Romano, em parte a Sala de Imprensa da Santa Sé e os últimos textos publicados no vatican.va.

É multimídia: tem vídeo, o streaming e fotografias, também do Serviço Fotográfico. Portanto, abrange um pouco de tudo, também as notícias escritas, os resumos das notícias, os textos integrais. A ideia é colocar tudo junto em um único App e isto também para satisfazer uma exigência sempre mais presente hoje, porque as pessoas querem ter notícias no próprio smarthphone, no próprio tablet. “Assim, para ir de encontro a esta exigência sempre mais evidente, criamos este App com o nome de ‘The Pope App”, explica o criador do projeto Thaddeus Jones.

Com informações da Rádio Vaticana | Jovens Conectados

News| Primeiro Congresso Nacional Católicos Online será totalmente pela internet #CONACAT

Com ZENIT

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“Fico satisfeito quando a comunicação católica é autêntica e promove soluções que aproximam os diferentes caminhos humanos, sem negar ou esconder os valores do Evangelho”, disse a ZENIT Wagner Moura, jornalista e idealizador do próximo evento, que reunirá 42 palestrantes digitais, o Primeiro Congresso Nacional Católicos Online (Conacat).

O objetivo, segundo o organizador, é buscar a Cultura do Encontro, seguindo a diretriz do Papa Francisco, também no mundo da Internet, levando a Igreja a todos os rincões do Brasil, e evitando “uma comunicação ressentida com o mundo”.

Wagner Moura cita como exemplo de evangelização o já conhecido blog “O Catequista” – cujo editor, Alexandre Varela, também participará como conferencista do Conacat – que já conta com “mais de 200 mil seguidores no Facebook e nunca fizeram nada na televisão, nem pregam em grandes eventos”, destacando que em seus encontros digitais “eles reúnem facilmente uma audiência de mais de 500 pessoas”.

“A internet não é uma ferramenta, mas um lugar em que habitamos”, afirmou o jornalista, e muita gente que se achava isolada em sua fé, sem ter com quem compartilhar ou em quem buscar inspiração encontrou na internet uma forma de fortalecer-se”.

Com essa expectativa Wagner Moura lançou essa iniciativa que parece estar sendo bem acolhida entre os jovens católicos internautas do Brasil.

Acompanhe abaixo a entrevista que o jornalista, Wagner Moura, concedeu a ZENIT:

***

ZENIT- Como está a comunicação católica no Brasil? Suficiente ou deficiente?

Wagner Moura: Este é um debate que precisa contar com a participação dos protagonistas dessa comunicação, da qual fazem parte não só os comunicadores de veículos oficiais e oficiosos, mas também os novos comunicadores que anunciam o Evangelho por meio das redes sociais e, neste aspecto, há um potencial enorme. Conheço o trabalho de muita gente importante nessa área e posso dizer que a comunicação católica, no Brasil, está mudando a exemplo da comunicação secular também, justamente por influência do chamado social media. Tem muita gente produzindo novos conteúdos e todos querem participar desse processo, mas é preciso formação. Não cabe a mim dar uma avaliação sobre tudo isso, mas posso dizer que fico satisfeito quando a comunicação católica é autêntica e promove soluções que aproximam os diferentes caminhos humanos, sem negar ou esconder os valores do Evangelho. A medida certa, acredito, é evitar uma comunicação ressentida com o mundo. Isso não é bom, e definitivamente prejudica a Cultura do Encontro proposta pelo Papa Francisco.

ZENIT- A proposta do Conacat, nascida da sua experiência no Meeting de blogueiros em Roma, veio para formar a juventude brasileira, desejosa de evangelizar por meio da internet?

Wagner Moura: A experiência no encontro de blogueiros promovido pelo Vaticano ainda hoje faz eco em muitos lugares e apesar de o encontro inédito ter acontecido há três anos, no pontificado de Bento XVI, eu ainda não havia dado minha contribuição como gostaria aos católicos que habitam nas redes. A esse desejo somava-se também uma vontade de permitir que todo Brasil, especialmente as regiões que estão mais longe do Sudeste e Sul, como o Maranhão, meu estado de origem, pudessem ter acesso a esse compartilhamento de informações para fortalecer a evangelização e estimular os novos produtores de conteúdo a estarem sempre em comunhão com o que o Espírito diz a Igreja, hoje.

ZENIT- O maior país católico do planeta, o Brasil, tem uma forte presença de católicos na internet? 

Wagner Moura: Tenho a impressão que sim. Não tenho notícias de outro país que consiga reunir na maior rede social do mundo, o Facebook, fanpages com mais de cem mil assinantes para falar sobre a fé católica. Um exemplo importante é o trabalho dos blogueiros brasileiros do site O Catequista, eles tem mais de 200 mil seguidores no Facebook e nunca fizeram nada na televisão, nem pregam em grandes eventos. Em seus encontros digitais eles reúnem facilmente uma audiência de mais de 500 pessoas para participar de momentos de discussão que duram mais de uma hora. E a hierarquia da Igreja, no nosso país, está muito atenta a esses promotores de conteúdo católico. E percebo que quer contribuir com eles, especialmente por meio de eventos de comunicação formativos como o que a CNBB irá realizar no final deste mês. O Brasil pode ser tido como referência, é minha opinião. Mas isso não se sustentaria caso a hierarquia não aprovasse e há bons exemplos de apoio como especialmente no Rio de Janeiro, por parte do cardeal Dom Orani, um comunicador que sabe dialogar com os novos produtores de conteúdo católico; e em Campinas, São Paulo, por parte da Arquidiocese de Campinas, que tem no padre Rodrigo Flaiban um excelente case de comunicação na internet.

ZENIT- De acordo com o Papa Francisco, devemos todos buscar a cultura do encontro, criar essa cultura nos meios onde vivemos. O que você diria sobre essa cultura no âmbito da internet?

Wagner Moura: A Cultura do Encontro leva em consideração a sacralidade da vida humana. Quando eu estou consciente que aquela pessoa que não compartilha os mesmos valores que eu é uma vida querida e desejada por Deus, não me resta outra alternativa senão construir pontes que nos ajudem a conviver. E isso vale também para nossos relacionamentos na internet, é claro! A internet não é uma ferramenta, mas um lugar em que habitamos. E é para ela também a Cultura do Encontro. É bonito de falar, mas muito complicado de colocar em prática na maioria das vezes. No entanto cabe a todos nós tentarmos viver essa cultura a partir de nossas casas, sabendo construir pontes quando a mãe pede para lavar louça, quando o pai pede para consertar o carro, ou quando nossos irmãos insistem em não respeitar a nossa fé. Antes da internet tem a família, é preciso saber viver a Cultura do Encontro em família, em nossas comunidades e congregações cada vez mais.

ZENIT- Evangelizar é principalmente dar testemunho. Mas, como é possível dar testemunho na internet, sendo que não há o encontro físico das pessoas?

Wagner Moura: O pensamento de que a internet isola as pessoas não se sustenta. É exatamente o oposto: muita gente que se achava isolada em sua fé, sem ter com quem compartilhar ou em quem buscar inspiração encontrou na internet uma forma de fortalecer-se. Isso muda tudo para melhor, inclusive a vida nas paróquias e o relacionamento com a hierarquia da Igreja. Como é bom quando um padre sabe que sua ação pastoral tem efeito no jovem que, por causa dos laços que construiu pela internet, compreende melhor a missão de um padre e o respeita mais. É difícil dizer isso, mas sabemos que muitas vezes é na internet que os leigos, especialmente, encontram uma formação que por algum motivo pode estar deficiente em sua paróquia. E isso não é ruim! Ao contrário: leigos mais conscientes de sua missão, seja por causa da internet ou não, são sempre uma ótima presença na vida de nossas comunidades.

ZENIT- O que você espera do Conacat 2014? Como foi organizado? De quem você teve mais apoio para esse projeto?

Wagner Moura: O Conacat começou a um mês, quando entrei em contato com os primeiros palestrantes, todos muito solícitos e entusiasmados com a proposta que consideraram inédita. Recentemente o arcebispo da Arquidiocese de São Luís (MA), o vice-presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva, também aderiu ao evento e contribuiu com seu apoio pessoal. Eu espero, sinceramente, que por meio do Conacat a Igreja se envolva ainda mais com os rincões do Brasil, o interior do país e estimule iniciativas semelhantes. Tenho recebido muitos emails de jovens e adultos inscritos no Conacat que dividem comigo uma expectativa enorme de crescer na fé por meio das mais de 40 palestras do evento e de realizar o sonho de participar de uma iniciativa nacional acessível, próxima do local onde vivem, tão próxima quanto a internet.

Fonte: ZENIT

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#MÃEeMESTRA| 5 características da verdadeira devoção a Maria

devoção refere-se diretamente a Deus e só indiretamente aos Santos, pelo que eles têm de Deus. Nossa Senhora ocupa um lugar intermediário entre Deus e os Santos, o que dá origem a um culto próprio, portanto único, e especial: muito inferior ao de Deus, mas muito superior ao dos Santos.

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O culto de hiperdulia é reservado a Nossa Senhora por sua singular dignidade de Mãe de Deus. É muito inferior ao de Deus porque difere especificamente ao culto de latria (devido só a Deus). Nós veneramos a Nossa Senhora mas não A adoramos; há portanto, um abismo infinito entre as duas espécies de culto. É muito superior ao culto de dulia (devido aos Santos) porque difere deste especificamente pelo motivo da dignidade da maternidade divina, esta dignidade coloca Nossa Senhora numa ordem à parte, que está mil vezes por cima, e é também especificamente distinto da ordem da graça e da glória em que se encontram todos os Santos.

A verdadeira devoção a Maria tem de ser interior, tenra, santa, constante e desinteressada:

Devoção interior: Isto é, nasce do espirito e do coração e provêm da estima que se tem da Santíssima Virgem, da alta ideia que se forma a respeito da grandeza dela e do amor que se lhe professa.

Devoção tenra: Isto quer dizer que é cheia de confiança em Nossa Senhora, como um menino tem em sua carinhosa mãe. A devoção tenra faz que a alma recorra a Maria em todas suas necessidades de corpo e de espírito, com muita simplicidade, confiança e ternura; que implore a ajuda de sua celestial Mãe em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as coisas: em suas dúvidas, para que as mesmas possam ser esclarecidas; em seus desvios, para voltar ao bom caminho; em suas tentações, para que Maria a sustenha; em suas debilidades, para que a fortifique; em suas quedas, para que a levante; em seus desânimos, para que lhe infunda animo; em seus escrúpulos, para que a livre deles; em suas cruzes, trabalhos e contratempos da vida, para que a console. Por último, em todos seus males de corpo e de espírito, Nossa Senhora é seu ordinário (no sentido de habitual) recurso, sem receio de importunar a esta tenra Mãe e desagradar a Jesus Cristo.

Devoção santa: É santa porque faz com que a alma evite o pecado e imite as virtudes da Santíssima Virgem; sobretudo de um modo mais particular sua humildade profunda, sua fé viva, sua obediência cega, sua oração contínua, sua mortificação total, sua pureza divina, sua caridade ardente, sua paciência heroica, sua doçura angelical e sua sabedoria divina, que são as dez principais virtudes da Santíssima Virgem.

Devoção constante: Quer dizer que consolida a alma no bem e faz com que não abandone facilmente suas práticas de devoção, lhe dá ânimo para que se oponha ao mundo em suas modas e em suas máximas; à carne, em seus tédios e embates de suas paixões, e ao demônio em suas tentações; de maneira que uma pessoa verdadeiramente devota da Virgem não é inconstante, melancólica, escrupulosa, nem tímida. Isto não quer dizer que não caia nem experimente alguma mudança no que tange à sensibilidade de sua devoção; senão que, se cai, volta-se a levantar esticando a mão à sua bondosa Mãe, e, se carece de gosto e de devoção sensível, não se desanima por isso; porque o justo e devoto fiel de Maria vive da fé de Jesus e de Maria e não dos sentimentos do corpo.

Devoção desinteressada: Finalmente, é desinteressada porque inspira à alma que não se procure a si própria, senão somente a Deus em sua Santíssima Mãe. O verdadeiro devoto de Maria não serve a esta augusta Rainha por espírito de lucro ou de interesse, nem por seu bem, ainda que temporal ou eterno, de corpo ou de alma, senão unicamente porque Ela merece ser servida, e Deus n’Ela. Se ama a Maria, não é pelos favores que esta lhe concede ou pelos que d’Ela espera receber, senão unicamente porque Ela é amável (merece ser amada). Eis aqui o porque a ama e a serve com a mesma fidelidade em seus contratempos e aridezes que em suas doçuras e fervores sensíveis; e igual amor lhe professa no Calvário e nas bodas de Caná.

Ah, quão agradável e precioso aos olhos de Deus e de sua Santíssima Mãeé o devoto de Maria que não se procura a si mesmo em nenhum dos serviços que lhe presta! Mas, quão raro é hoje em dia encontrar um devoto assim!

Por Padre Hernán Luis Cosp Bareiro, EP

Fonte: Aleteia

#FalaFrancisco| Jovens, sejam corajosos na esperança e na solidariedade!

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Na segunda etapa de sua visita pastoral à região italiana do Molise, o Papa Francisco, após ter passado a manhã e início da tarde deste sábado em Campobasso, transferiu-se de helicóptero para Castelpetroso, onde, no adro do Santuário da cidadezinha do sul da Itália, encontrou os jovens das dioceses do Abruzzo e do Molise.

“Agradeço-lhes pela numerosa e alegre presença de vocês”, disse Francisco inicialmente. “O entusiasmo e o clima de festa que sabem criar são contagiosos”, ressaltou.
“Com este entusiasmo – acrescentou –, sejam abertos à esperança e desejosos de plenitude, de dar significado ao futuro de vocês, a suas vidas, a entrever o caminho adequado para cada um de vocês e a escolher o caminho que lhes dê serenidade e realização humana.”

“De um lado – frisou –, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre.”

“A sociedade de hoje e seus prevalentes modelos culturais, por exemplo, a ‘cultura do provisório’ – evidenciou –, não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento.”

Após evocar a dificuldade em nossos dias a se fazer escolhas importantes e longamente ponderadas, falando sem texto, disse: “Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho… E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto… Não se pode desperdiçar a vida dando voltas”.

“Todavia, caros jovens – disse ainda –, o coração do ser humano aspira coisas grandes, a valores importantes, a amizades profundas, a laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda.”

“A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório…”

Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem a felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus… Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz.”

E, falando sem texto, acrescentou: “Uma palavra que gosto de repetir, porque a esquecemos muito. Deus não se cansa de perdoar. Isso é verdade, hein?… Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele perdoa sempre, todas as vezes que Lho pedimos”.

Por fim, o Papa Francisco deixou aos jovens uma veemente exortação:

“Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise econômica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança.” (RL)

Fonte: Rádio Vaticana / 5 de Julho de 2014